Nasz-Dom JUPITER

6- Jupiter
JUPITER
… Esfera de Sabedoria e Riqueza.
 
Palavra: Símbolo: Trabalho de Magick: Pedra: Perfume: Estrela: Cor (inconsciente): Cor (ego):

Azoth     Jogo Estelar    Jogo Estelar           Âmbar   Civit         Deneb              Violeta          Carmesim

Canto da Esfera: Agios Baphomet
Beyond Illusion
Baphomet – Uma Nota no Nome I
Baphomet – Uma Nota no Nome II
Baphomet – Uma Nota no Nome III
Raven Made
O Tarot Sinistro
Grade Ritual: Grand Master/Grand Mistress
A New and Numinous Art

Alquimia Sexual : A Missa do Espírito Santo

Introdução

         Os segredos da Alquimia Sexual são baseados numa compreensão do uso das secreções do organismo dentro de uma forma específica de prática ritual. As práticas reais de Alquimia Sexual cobrem todo o espectro da Feitiçaria Tântrica, enquanto sua síntese é encontrada num único rito, a Missa do Espírito Santo. 

         Este rito é a base da Eucaristia Tântrica e é a chave para a formação de missas mais avançadas tais como a Missa Gnóstica e a Missa dos Esquecidos.

         A Missa do Espírito Santo é uma exposição de um rito totalmente tântrico, combinando elementos da Alquimia, do mais físico ao mais espiritual. Está centrada no uso do Cálice sagrado no qual o vinho da vida é despejado, a oblação é então consumida, sendo a manifestação da pedra viva dos filósofos, a Pedra Filosofal, também conhecida como Amrita ou Orvalho da Imortalidade.

         O simbolismo da Missa tem sido sempre ensinado de uma maneira velada para proteger o rito de abuso. Os ritos usam a polaridade divina assumida dentro de uma situação ritual. Esta polaridade pode ser tanto numa técnica sexual Gamma ou Epsilon com considerações associadas (Formas de Deuses, etc.). A Missa do Espírito Santo ajunta as várias facetas da prática oculta para abrir uma porta para os poderes da transmutação, de acordo com isto deve ser bem estudada com Vontade e Luxúria.

O Simbolismo da Missa

         Ilustrando o texto de Franz Hartmann “O Simbolismo Secreto dos Rosacruzes”, encontramos a imagem da sereia do universo levantando-se no oceano cósmico. Este glifo é a Missa do Espírito Santo cifrada, seus seios sendo seguros em suas mãos e deles jorram duas correntes retornando ao mar. Estas, por sua vez, produzem duas correntes internas ao mar, que levantam a sereia. Hartmann dá a seguinte descrição da figura : 

         “A figura representa o fundamento das coisas e do qual todas as coisas nascem. É um princípio dual da natureza, seus pais são o Sol e a Lua, produz água e vinho, ouro e prata, pelo Deus bendito.

         Se você torturar a águia, o leão se tornará delicado. A águia derrama lágrimas e o sangue vermelho do leão deve se encontrar e misturar-se com elas. A águia e o leão banham-se e amam-se mutuamente.

         Eles se tornarão como a Salamandra e tornam-se constantes no fogo.”

         Pela descrição acima, vemos que Yod é o Leão Vermelho enquanto que He é a Águia Branca, aqui estão os dois pólos do rito que provém da Mãe Cósmica de Ain. O princípio ativo é o He, enquanto o passivo, nesta aplicação, é Yod. Aqui encontramos o reverso dos papéis cabalísticos tradicionais com o passivo sendo aplicado no papel superior. Esta interpretação é importante pois cria o segredo da Missa do Espírito Santo. Os papéis de macho e fêmea podem também ser aplicados aqui com a fêmea como Yod e o macho como He, contudo, estes devem, novamente, ser entendidos mais como papéis do que como tipos físicos rígidos.  

         Na Alquimia tradicional o princípio de Yod é aplicado a Chokmah, como um papel passivo ou feminino. O título dado a este papel é “O Athanor”, que é descrito no Anphiteatrum de Khunrat como “uma fornalha teosófica selada cabalísticamente.”

         Enquanto que o princípio He é aplicado a Binah, num papel ativo e é conhecido como “A Cucurbita”. É descrita por Khunrat como “uma vasilha circular e cristalina, de proporção ajustada para a qualidade de seu conteúdo”. O Athanor e a Cucurbita formam os dois pólos da Missa do Espírito Santo, eles são diferenciações da Mãe Cósmica, que pode ser entendida como NOX ou Kali, com o potencial de Kether habitando em seu seio.

Os Dois Produtos

         Do Athanor e da Cucurbita são produzidos dois eflúvios. Estes são usados em conjunto para criar o ouro líquido ou a Pedra Filosofal. Estes eflúvios são expelidos do Athanor e da Curcubita durante os ritos de Magia Sexual. Eles são o Sangue do Leão Vermelho e as Lágrimas da Águia Branca. O sangue que é expelido do Athanor é também conhecido como a “Serpente”, por relacionar-se com o conceito hindu de Kundalini como força feminina. O Leão Vermelho é uma imagem peculiar relacionada à antiga deusa Sekhmet, que era a personificação do calor sexual. Enquanto que a Águia Branca relaciona-se ao fluxo de sêmen do princípio masculino. 

         Estes dois fluidos contém os Kalas, quando combinados eles interagem formando uma nova substância. O foco do rito tântrico é estimular os kalas e dar impulso à secreção de dezesseis emanações ao invés das quatorze do não iniciado.

         Conforme discutido anteriormente, existem três formas de Kalas. Estas são formadas pelas variações na polaridade : magia apolar produz a Lava Negra, magia polarizada produz Néctar Frio, enquanto que a combinação de ambos produz o Pó Vermelho. Estas cores são simbólicas dos Kalas e não devem ser tomadas como a coloração física das secreções.

A Fórmula IAO como Alquimia Sexual

         “Solve et Coagula.”

         O processo completo da Missa do Espírito Santo pode ser entendido como o processo de ‘Solve et Coagula’ (dissolver e aglutinar).

         A primeira parte do rito é a combinação dos dois fluidos, isto é entendido em termos alquímicos como a corrupção das Lágrimas ou Glúten pela Serpente ou como o processo de Solve.

         A segunda parte do processo é a Fênix, que ascende desta corrupção através da morte ou absorção da serpente e cria o talismã ou Eucaristia como entendido em Coagula. Esta substância é então consumida ou usada num ato de consagração.

         As considerações físicas a respeito desta fórmula são também importantes, se um processo macho-fêmea está sendo usado, então a serpente (normalmente a mulher) corromperia as lágrimas em seu orifício vaginal. Se, entretanto, o objetivo é para trabalhos apolares então uma ênfase maior é dada na assunção astral de formas apolares visto que as combinações macho-fêmea tendem a enfatizar a polarização. A mesma consideração deve ser aplicada para trabalhos homossexuais sendo que sua tendência é criar Kalas apolares (Lava Negra). Nestes trabalhos (com dois homens) a mistura da substância deve ser feita num Cálice consagrado ou com um dos participantes assumindo o papel do Leão, o outro o da Águia. Enquanto que com duas mulheres o orifício vaginal de um dos magos deve ser escolhido como Leão, o outro, da Águia.

         Não se pode subestimar quão importante é para todos os trabalhos de alquimia sexual a assunção de formas astrais. Os trabalhos astrais devem sempre ser considerados em combinação com a atividade física do sexo. A Magia Sexual combina a magia em todos os níveis portanto o processo físico não pode ser usado sozinho ou sem a execução adequada das facetas astrais e espirituais.  

IAO

         A fórmula IAO é um foco central para muito de nossa compreensão do processo da Magia Sexual. Quando corretamente entendida também forma uma chave central para a Missa do Espírito Santo. A fórmula IAO de acordo com o arcano do Novo Aeon é precedida e seguida pela letra grega Digamma (F), cujo som é extremamente similar à nossa letra V ou à letra hebraica Vav. Esta letra refere-se à imagem de Hórus. Quando aplicada no microcosmo é o Rebento da Vontade ou Eu Verdadeiro. A fórmula em si é aplicada como se segue, precedida e seguida pelo Digamma da Vontade.

         F (V)                    Vontade Verdadeira

         I                           Virgem – A Semente Solitária

         A                          Escorpião – Paixão

         O                          Capricórnio – União

         F(V)                     Vontade Verdadeira

         A interpretação dada acima é baseada na fórmula como aplicada no processo usado na Missa do Espírito Santo. É também possível interpretá-la em termos relacionados ao indivíduo envolvido no processo de transformação pessoal através da Magia Sexual. Essa interpretação é a seguinte :

         F                 Eu Pueril – Latente (Não Desenvolvido)

         I                  Virgem – Virginal, não desflorado

         A                Escorpião – Mago Sexual

         O                Capricórnio – Andrógino

         F                 Eu Verdadeiro – Humano Superior

Conclusões

         Os ritos tântricos como vistos na Missa do Espírito Santo são ritos de magia sexual usando a assunção de formas de Deuses para dentro do(s) mago(s) e a formação de um produto sexual através da mistura de Kalas repletos de secreções. Dependendo da maneira pela qual as formas de Deuses são assumidas (o grau de polarização) uma variedade de resultados podem ser condicionados de acordo com os três tipos de Kalas.

         Os aspectos mais importantes do processo são a sustentação do calor sexual e a assunção e fixação das formas de Deuses (God-forms). O elixir criado é tanto consumido como usado para carregar um Talismã ou item similar. Este Orvalho da Imortalidade criado da mistura de fluidos variará em poder na proporção direta do crescimento espiritual dos envolvidos e das contrapartes astrais do rito a respeito da preparação e procedimentos rituais. Exemplos de uma Missa do Espírito Santo completa são encontrados em formas ritualísticas tais como a Missa Gnóstica e a Missa dos Esquecidos. Neste ponto não oferecemos procedimentos estritos para a Missa, deixando-os para a própria experimentação dos magos.  

Apêndice Um : Sobre Simbolismo Alquímico

         Há algum debate na verdadeira interpretação do simbolismo da alquimia em relação ao processo tântrico. A interpretação dada é baseada nas tradições de Feitiçaria Sexual. O Athanor refere-se ao papel passivo ou feminino por denotar uma fornalha selada, que obviamente é uma vagina ou forma de orifício. A Curcubita ou vaso é um tubo ou suporte, que pode ser relacionado ao Falo.

         A Serpente e o Sangue do Leão tendem a ser relacionados ao princípio passivo por dois motivos : primeiro, a atribuição feminina da Kundalini ou a Serpente na prática tântrica hindu; segundo, a relação entre o fluxo menstrual e o sangue do Leão.

         O Glúten ou as Lágrimas podem ser ligadas à brancura do sêmen. Em alguns textos de alquimia o produto é dividido em dois estados, a Primeira Matéria e a Pedra Filosofal. Também seguimos esta distinção, sendo a Primeira Matéria a combinação de fluidos antes da ativação ritual final e a Pedra Filosofal ou Orvalho da Imortalidade sendo o produto final.

         Em alguns livros tais como “Sexualidade, Magia e Perversão” (Sexuality, Magic & Perversion), de Francis King (New England Library), embora contendo textos excelentes, é perpetuado o erro de que o Athanor é masculino e que o vaso é feminino. Isto pode refletir o sexismo de alguns escritos tântricos antigos, mas se usado com consistência interna ainda atingirá resultados, pois a prática é mais relevante do que a teoria acadêmica. Contudo, oferecemos esta consideração do simbolismo alquímico e tântrico para a sua referência.

Apêndice Dois : O Santuário Soberano Astrum Argum e as Modernas Ordens Crowleyanas

         O Santuário Soberano Astrum Argum é uma ordem astral que focaliza seu trabalho na Magia Sexual. Pelo mundo afora, muitas ordens, grupos e indivíduos têm comunicação, de uma forma ou de outra, consciente ou inconsciente, com esta fonte. Acreditamos que não haja nenhuma manifestação física desta ordem e a reclamação solitária de tal poder deve ser considerada suspeita.

         Nossa visão é que Crowley deliberadamente jogou a OTO em confusão na sua morte, demandando que seus estudantes pusessem ambos pés no chão. Desde aquele momento muitos reclamarem o título, mas na mente do autor, declarações físicas de linhagem são totalmente irrelevantes. A importância está no resultado dos seus trabalhos, não na propriedade física de alguma forma de autoridade. Eu encontrei grupos seguindo o espírito da OTO sem nenhuma autoridade envolvida (num nível físico) e com ainda mais autoridade espiritual do que qualquer das ordens ‘aceitas’.

         Embora respeitemos aqueles que clamam ‘prova histórica de linhagem’, a opinião de nossa Ordem é “os conhecereis pelos vossos frutos” e que “para provar o bolo, só comendo”. Se qualquer ordem ajuda-o a crescer, então ela é ‘de linhagem’ para você.

         A respeito dos materiais publicados aqui eles são o produto de anos de  pesquisa dos trabalhos de nossa Ordem sob a orientação espiritual da Ordem astral “Astrum Argum”. Nós reimprimimos vários trabalhos de referência neste texto. No espírito de compartilhar esta mensagem com aqueles procurando sabedoria. Não clamamos por qualquer ordem física ou tradições características, pois não sentimos necessidade.    

         A experiência é o maior mestre. Tenho dito!

A Natureza dos Kala

Introdução        

“Kalas. Tempo, essência, raio, divisão, dígito. Um termo usado no Tantra para denotar a essência ou fragrância do Suvasini. Em seu sentido de tempo, nossa palavra ‘calendário’ deriva de Kala, em seu sentido de essência ou vibração, nossa palavra ‘cor’. Portanto, as flores da Deusa são seus Kalas.” Outside the Circles of Time (Fora dos Círculos do Tempo), Kenneth Grant (Muller, 1980)

         O termo Kala é usado no vocabulário da magia sexual de duas maneiras distintas. Macrocosmicamente, os Kalas são as emanações de Kali-Ain na forma de Aeons e ciclos de evolução. Microcosmicamente, eles são as secreções produzidas pelos órgãos sexuais do macho e da fêmea durante rituais sexuais esotéricos (estes rituais podem ser ‘solo’ ou com parceiros de ambos os sexos).

         Estas secreções são as flores do organismo, tradicionalmente, o termo Suvasini ou Dama de Cheiro Doce tem sido usado para designar a Sacerdotisa dos Kalas. Contudo, este termo insinua preconceito para com Shakti ou a Sacerdotisa encontrado em derivados do Tantra na Índia. O Tantrismo verdadeiro é baseado no uso tanto das secreções masculinas quanto femininas, ambas produzindo os Kalas ou flores da essência. O termo Kala é encontrado em muitas culturas, de muitas formas, sua larga amplitude de significado insinua o poder esotérico de sua natureza. Na África e no Egito o termo Ka significava a Sacerdotisa iniciada, derivando disto o termo Khu, significando essência ou poder mágiko. Khu significando especificamente o alto, Qoph significando Magia Lunar e em inglês Q, onde o O é a abertura e o \ é o falo.

A Natureza dos Kalas

         Os kalas são, em termos simples, as secreções sexuais do mago, macho e fêmea, destiladas durante os ritos de intenção tântrica. Estas secreções são raios ou flores emanando de Nox ou Matriz de Ain encontrada no Sahasrara chakra e fluindo através dos vários chakras manifestando-se através das genitálias. Esta energia dentro do corpo é conhecida como Ojas, contudo, quando manifesta através da saída genital é conhecida como Kalas ou flores da essência. 

         Os Kalas são quatorze no não iniciado e dezesseis no iniciado, quando corretamente ativados. Na sexologia, quatorze destas secreções foram isoladas nos sumos vaginais e muitos nos fluidos masculinos, contudo, os outros dois ainda estão a serem descobertos. Os Kalas são a representação microcósmica de forças macrocósmicas da Árvore da Vida, cujos Kalas ou Caminhos e Sephiroth irradiam-se de Kali ou Ain. No tantrismo Kali é vista como aquela cuja natureza divide o tempo em Kalas ou vibrações, o fluxo e refluxo do universo é portanto encontrado dentro bem como fora do organismo, todas as coisas sendo parte de um fluxo ou onda primal.

         Na mitologia primitiva, o pavão e o arco-íris eram vistos como imagens dos Kalas, as diversas variações de cor (cor sendo a forma de Kalas no português) representando as vibrações de Nox.

         Em alguns derivados tântricos, a fêmea era adorada como originadora das forças de Kali. Entretanto, o mito tântrico mais antigo e autoritivo, o baseado em cultos tártaros, afirma que os Kalas são encontrados em ambos os sexos e a Suvasini é a alta sacerdotisaque foi androginizada pelo uso dos fluidos sexuais ou Kalas.

Tempo e Kalas

         O circuito psico-sexual representa o ciclo de Kalas, num círculo (360º) e mais 5 graus restantes representando os cinco dias negativos dentro de cada lua ou mês. Isto pode relacionar-se ao ciclo periódico de menstruação. É um segredo bem guardado que o macho também tem estes ciclos e que em combinação estes dois ciclos podem produzir imenso poder oculto.

         O período do ciclo Lunar de lua cheia até a nova era o ciclo da Lua Negra, o da lua nova para a cheia era o ciclo da Lua Brilhante. Estes eram divididos em quinze setores que se relacionam com o fluxo das forças lunares, os movimentos dos Kalas do espaço (Aeons) e o fluxo de secreções dentro do mago. O décimo quinto Kala é o tempo, portanto, é de localização atemporal, enquanto que o décimo sexto Kala é aquele que vai além do tempo, é o Kala de Nu e pode ser atribuído à própria Kali, sendo uma combinação de todos os quinze Kalas anteriores.

O Décimo Sexto Kala

         “Eu sou a serpente enrolada a ponto e saltar, no meu enrolar há alegria. Se eu levanto minha cabeça, eu e Nuit somos uma. Se eu abaixo minha cabeça e atiro veneno, então há êxtase da terra, e eu e a terra somos uma. Há grande perigo em mim.” Livro da Lei, II:26

         O mistério do décimo sexto Kala é insinuado no verso acima do Grimório do Novo Aeon. Estes são dois aspectos do uso correto dos Kalas combinados no décimo sexto.

         O primeiro é Néctar, o segundo é Veneno. O Néctar é simbolizado por Aquário, que é a décima primeira casa do zodíaco e transmite as influências de Set ou Saturno. Representa o uso dos fluidos carregados por invocações e usos de formas de energia elevadiças. Isto cria uma porta através da qual comunicação e contato com seres de rincões mais elevados da árvore evolutiva é possível.

         O Veneno é simbolizado por Escorpião, a força da serpente, que é formado com o uso de evocações e fluxos de forças telúricas. Abre uma porta com os mundos dos Qlipphoth e forças dos elementais e atavismos dos rincões mais baixos dos ciclos evolutivos.

         Aquário representa os puros Kalas invocados e despertos nos períodos da Lua Brilhante, então produzidos são representados pelo signo de Aquário e as duas ondas, que sugerem os Kalas masculinos e femininos.

         Escorpião representa os Kalas negros evocados nos ciclos lunares escuros, então produzidos são representados por Escorpião, que simboliza a semente misturada. Estes podem ser produzidos pela combinação de qualquer sexo.

         A Magia polarizada marca o ciclo de luz, a apolar, o escuro, obviamente, as formas mais altas de trabalhos de Aquário devem ser heterossexuais, enquanto que as mais obscuras dos trabalhos de Escorpião, homossexuais. O arcano mais antigo dos mistérios afirma que tanto Aquário e Escorpião são formas da letra caldeu primitiva M e seus derivados mais recentes no Egípcio, Grego e Hebraico.

         A letra M representa as águas da vida e em sânscrito era conhecida como Emkara, que como uma letra simboliza o ciclo completo de manifestação, sustentação e dissolução.

I.’. A.’. O.’.  como uma Fórmula dos Kalas 

         A fórmula IAO tão familiar para muitos estudantes de magia, tem também uma relevância especial em relação à natureza dos Kalas e insinua a divisão trina das formas de Kalas.

         I ou Yod é o Eremita do Tarot, sua é a semente solitária e é portanto atribuído a Virgem.

         A ou Apophis é a serpente ou Escorpião. Representa o grande ato sexual que, por desejo, é transformado na magia da luxúria.

         O ou Capricórnio é o poder de Ayin ou olho. É o último ciclo pelo qual a luxúria desperta os Kalas e cria o Veneno ou o Néctar.

         Escondidos dentro desta fórmula estão também os três estágios da Magia Sexual, mais uma vez estes foram esquematizados sob a guisa do Shaktismo e são portanto orientados para a Sacerdotisa, mas eles se aplicam igualmente a ambos os sexos. I como a Virgem, A como a prostituta enquanto O é a Deusa desperta. Crowley circundava esta fórmula adicionando a ela um F em cada ponta, para significar a letra grega Diggama, denotando o fato de que o sucesso nesta prática esotérica é apenas possível se começar e terminar com o Eu Verdadeiro (Tipheret). Isto também sugere que a natureza do Novo Aeon de Escorpião-Aquário liga Hórus e Set.  

As Três Classes de Kalas

         Em ensinamentos antigos a respeito dos Kalas encontramos uma distinção de três tipos. Isso reflete, em alguma extensão, a fórmula IAO em ação, apenas que na atribuição dos três graus do Livro da Lei, o Ermitão é visto como o andrógino ou Baphomet e portanto deve ser diferenciado do Eremita de Yod, a semente solitária.

         “Quem nos chamar de Thelemitas não estará errado, se ele olhar a palavra bem de perto. Pois ali há três graus : O Ermitão e o Amante e o Homem da Terra…” Livro da Lei, I:40

         O número deste verso é 40 e relaciona-se a Mem (Escorpião-Aquário), o número do sangue e das secreções e portanto é a chave para seu entendimento. Os Kalas estão divididos em três grupos de cinco e são classificados como segue.

Tamas

Símbolo Alquímico : Sal

         O Homem da Terra representa a Lava Negra dos Qlipphoth, as emanações da serpente ou Veneno que é produzido sob a influência de Sol. Na fórmula IAO é o I, não como o início do processo mas como uma primeira manifestação do resultado.

Rajas

Símbolo Alquímico : Enxofre

         O Amante representa o Pó Vermelho ou fogo do vermelho-rubro. São as secreções Kalas que estão entre as secreções dos Qlipphoth e do Néctar.

É atribuído ao A dentro do simbolismo de resultados, Apophis como Fogo.

Sattva

Símbolo Alquímico : Mercúrio

         O Eremita como Andrógino representa o puro vinho da Lua. A força de calmo e frio Néctar, portanto é atribuída ao Eremita Andrógino e ao O como Capricórnio.

         Estas três classes podem se aplicar para combinações de secreções masculinas e/ou femininas. As cores são simbólicas e na verdade representam as cores dos chakras dentro do processo e, secundariamente, segmentos do ciclo lunar. Este ciclo lunar como atribuído à fêmea forma parte de um ciclo maior de quinze que atinge seu clímax no décimo sexto, o verdadeiro poder do intercurso como visto em Tamas. Os primeiros dias menstruais são escuros e portanto são Tamas, o Rajas é o período de dois ou três dias depois e Sattva é o néctar emanado no final do ciclo de retorno, isto é, períodos Negro e Brilhante da Lua. Um reverso deste ciclo é a escura emanação lunar de Tamas, onde o vinho lunar é de uma natureza mais escura e representa o Graal da Escuridão.

         Juntas, estas três divisões formam o Tribundu ou semente tripla de Shanti, Shakti e Shambdu ou Paz, Poder e Plenitude.

Os Ensinamentos Esotéricos Kala-Chakra

         Estes são ensinamentos esotéricos a respeito dos chakras que devem ser considerados sob a luz de como entendemos os kalas e os ciclos lunares. Estas atribuições são baseadas no antigo arcano tântrico e portanto afastam muitos sistemas de atribuição modernos. O sistema é baseado na dualidade do Sol e da Lua, onde os planetas são atribuídos conforme esta dualidade. Portanto, as atribuições são as seguintes :

         “Pois ele é sempre um Sol, ela sempre uma Lua.”

                                      Livro da Lei

Ajna                     Mercúrio e Plutão                    Terceiro Olho e Cérebro

Visuddha             Júpiter e Saturno                     Língua e Garganta

Anahata               Lua                                         Coração

Manipura             Sol                                          Plexo Solar

Svadhistana          Vênus e Urano                        Ânus e esfíncter

Muladhara            Marte e Netuno                       Kanda e órgãos sexuais

         Acompanhando a atribuição acima está a associação esotérica glandular. O primeiro planeta é Solar, o segundo, Lunar. Então encontramos Mercúrio dominado pelo Sol e controlando a fala, pensamento e genialidade, enquanto Plutão é dominado pela Lua e controla a escuridão, silêncio e máscaras. Desta maneira se vêem os outros planetas.

         Além disto, podemos querer os planetas avaliados nos ciclos Lunar e Sazonal, e portanto criamos uma ligação entre os Kalas, Chakras e Planetas. Plutão é misterioso como a Lua Nova, Marte é quente como o Verão, Vênus, a ‘estrela’ do novo amor é como o Outono, Júpiter é como o Inverno, Netuno é como a Lua Crescente, Urano como a Lua Cheia, Saturno como a Lua Minguante e por aí vai. Além da informação esotérica dada acima podemos também examinar os três sub-chakras no organismo masculino e feminino, sendo estes relacionados à fórmula IAO, após algum estudo e meditação em seu uso. Eles emanam do Muladahara chakra, têm localidades e cores atribuídas.

Macho

1. Lótus Anal                          Carmim; Marrom com reflexos dourados

2. Lótus da Próstata               Branco, Diamante.

3. Glande                       Púrpura, lilás e vermelho.

Fêmea

1. Lótus Anal                          Carmim; marrom c/ reflexos dourados

2. Entre a Uretra e o cérvix uterino              Laranja

3. Clitóris                                Verde

         Novamente, chegamos a um sistema de atribuição alternativo, sendo possível polarizar as Sephiroth nos chakras. Por exemplo, Binah e Chokmah podem trabalhar juntos no Ajna chakra, contudo, é igualmente possível criar uma correlação dos setes maiores e dos três sub-chakras com Malkuth, Yesod e Hod como os sub-chakras sexuais que se estendem do Muladhara  até Netzach, Tiphereth como o genital, Geburah como o plexo solar, Chesed como o Coração, Chokmah como a garganta, Binah como Ajna e Kether como o Sahasrara. Todas estas correspondências provêm algumas possibilidades interessantes, oferecendo uma avenida pronta para ser explorada pelo mago empreendedor.

Tabelas de Kalas

         Nas páginas seguintes estão as tabelas de Kalas, delineando os quinze kalas básicos e o décimo sexto como sua síntese. A natureza destes pode ser conhecida de maneira mais avançada notando-se que são 16 + 16 e portanto formam uma completa Árvore da Vida e têm correspondências cabalísticas. As associações tradicionais em textos tântricos hindus antigos incluem nome, o chakra que governa aquele kala, divisão tripla e Nuitya ou designação hindu.

OS KALAS

Nome                   Chakra               Astrologia           Nuitya

Máscara               Ajna                     Plutão                  Nilapataka 

Ocultador             Visuddha             Saturno                Vijaya

Frio                      Anahata               Lua                      Nuitya                          

Controlador          Svadhisthana        Urano                   Sarvamanga

Sedutora               Muladhara           Netuno                 Jvalamalini

Limpo                  Ajna                     Ar                        Bherunda

Molhado              Visuddha             Terra                    Nityaklinna

Misturado                   —                  Éter                      Citra

Vagina                 Svadhisthana        Água                    Vhagamalini

Voluptuoso          Muladhara           Fogo                    Kameshvari

Agitador               Ajna                     Mercúrio              Tvarita

Dador                   Visuddha             Júpiter                  Sivaduti

Brilho                            Manipura             Sol                       Kulasundari

Amante                Svadhisthana        Vênus                  Vajreshvari

Chama                 Muladhara           Marte                   Vahivasini

Tamas rege de Nilapakata a Nityaklinna

Sattvas rege de Citra a Sivaduti

Rajas rege de Kulasundari a Vahivasini

KALAS E OS ELEMENTOS DE TAROT

Nome                            Tarot                            Astrologia / Qabbalah

Máscara                         Nil                                          Kether / Chokmah

Ocultador                      Diabo/Estrela/                Capricórnio/Aquário

Universo   

Frio                               Sacerdotisa/Carro                    Câncer

Controlador                   Nil                                          Binah / Chesed

Sedutora                        Nil                                          Geburah / Tipheret

Limpo                           Louco                                               Nil

Molhado                        Nil                                          Yesod / Malkuth

Misturado                      Nil                                          Netzach / Hod

Vagina                           Enforcado                               Nil

Voluptuoso                    Aeon                                       Nil

Agitador                        Magus/Amantes/Ermitão         Gêmeos / Virgem

Dador                            Roda/Arte/Lua                        Sagitário / Peixes

Brilho                                     Sol / Luxúria/Emperatriz/                  Leão

                                               Hierofante

Amante                         Ajuste                                     Touro / Libra                          

Chama                           Torre/Morte/Emperatriz           Escorpião / Áries

Novamente, estas atribuições são feitas a partir dos planetas e seu governo astrológico, a partir destes um sistema de Tarot e Qabbalah pode ser desenvolvido. As modificações são deixadas para seu engenho pessoal.

Os Kalas e o Tarot

         Entendemos os kalas formando-se a partir do esotérico e microcósmico fluxo e refluxo do universo, mas nos diversos estudos dos Kalas nunca foi esquematizada uma possível relação entre os Kalas e o Tarot. Antes, fizemos um estudo da interpretação tântrica dos caminhos como secreções, agora, na tabela da página anterior você pode ver a correlação entre os Kalas, Caminhos e o Tarot.

         Esta é uma lista experimental e está baseada nas atribuições planetárias tradicionais para os Kalas e seu governo astrológico, não foi oferecida aqui como uma solução final mas como uma possível correlação para os Kalas e a Árvore que se encaixa na informação disponível. A informação a respeito das atribuições é especificamente baseada nos dados astrológicos encontrados no grimório conhecido como Grimório Vinte e Sete.

         As primeiras coisas que podemos fazer com este sistema de atribuição é entender a natureza do sistema. Embora haja 32 potenciais dentro do sistema (os Kalas de ambos os sexos), suas naturezas também estão refletidas em cada organismo, sendo que cada série de 16 contém a chave para a informação de 32. Esquematiza-se isto da seguinte maneira.

         As cinco atribuições acima são Plutão, Netuno, Urano, Terra e Éter são as chaves para os arcanos e para as sefiras, cada uma regendo duas seções, isto é, Plutão rege Kether e Chokmah, Netuno rege Binah e Chesed, Urano, Geburah e Tipheret, Éter, Netzach e Hod, e Terra, Yesod e Malkuth. Cada uma cobre as possibilidades destas Sephiroth e arcanos menores nos quatro mundos (Paus, Espada, Ouros e Copas). Estas foram colocadas em conjunto com outras atribuições como códigos para manter estas revelações longe dos destreinados. Os naipes são atribuídos como Reis-Plutão, Rainhas-Netuno, Valetes-Urano e Terra-Cavaleiros (ou Princesas). O Éter não é atribuído a naipes.

         Utilizando-se de tal sistema de atribuição temos 10 kalas sobrando, sendo estes atribuídos como acima, os Kalas elementais governam as atribuições elementais : Ar-Louco, Água-Enforcado, Fogo-Aeon, os sete restantes provêm a chave para atribuirmos o resto do Tarot. Os sete planetas são atribuídos aos arcanos restantes, bem como a regência astrológica às 12 chaves do Tarot. Portanto, o sistema de atribuição é este esquematizado. A regência pode ser decifrada por um conhecimento elementar dos planetas e dos signos do  zodíaco que eles regem, disponíveis em qualquer texto básico de astrologia.

Ciclos dos Kalas

         Ao trazer estas atribuições em perspectiva, vamos examinar as ligações entre os Kalas e o Universo, nossos corpos e os Sistemas Estelares.

         Se aceitamos que Sirius é o nosso sol secreto, então devemos basear nosso entendimento no padrão de Sirius de sessenta batidas por minuto. Isto também pode ser aplicado nos ciclos respiratórios de acordo com a compreensão de que uma respiração completa deve levar quatro segundos (inalação e exalação). Num período de vinte minutos deveria haver 360 respirações, em vinte e quatro horas, 21.600 respirações. Se ligarmos isto com os 360 graus do zodíaco, encontramos 1.800 respirações para cada constelação e sessenta para cada grau para cada minuto. Resulta disto que quinze respirações, que se relacionam com os quinze kalas ou ciclos iguais a um grau do zodíaco. Encontramos então uma relação direta entre o homem e o Universo.

Conclusão

         A Magia Sexual restaura no humano o ritmo da natureza e o movimento do universo, restaura seu corpo e sua mente para seus lugares corretos como veículos da manifestação do Eu e transmissores de Ojas de dimensões externas e internas. A Magia Sexual traz para o Mago a realização que ele ou ela é a ligação entre os Universos objetivo e subjetivo e que o Humano Superior não apenas forma um novo estágio na evolução humana, mas uma compreensão totalmente nova da vida. Este despertar era conhecido pelos antigos como “A Visão do Deus Pan”…

O Circuito Psico-Sexual

Introdução

         O organismo humano é uma árvore da vida e do conhecimento, é um mecanismo que funciona de acordo com a antiga fisiologia da Feitiçaria Sexual. Muitas descobertas modernas da sexologia atual são realmente apenas redescobertas do antigo arcano sexual dos mistérios que foram ensinados simbolicamente por tempos imemoriais.
         O Circuito Psico-Sexual é a estrutura do organismo como entendido pelos magos sexuais, é uma compreensão que vai além do conhecimento da ciência moderna e engloba visões tanto físicas quanto parafísicas dos Mistérios.
         A fisiologia que é delineada neste capítulo deve ser estudada com diligência, pois forma a base pela qual a magia sexual opera. Assuntos como as Kalas e o Amrita podem apenas ser entendidos se este circuito psico-sexual é adequadamente compreendido de antemão.

         “O adepto deve identificar-se com seu corpo e transformá-lo, pois o corpo é a ligação entre o cósmico e o terrestre. Como a extensão material da expressão psíquica, o corpo brilha, irradia e anima-se na alegria de ser ele mesmo.”  Sir John Woodroffe

O Circuito Psico-Sexual Humano

         A configuração psico-sexual humana é um Tarot vivo. Embora, no passado, este termo tenha sido usado exclusivamente a respeito das
Chaves dos Mistérios (as cartas do Tarot), tem um significado mais avançado na forma de um circuito de eesência. O termo Tarot pode, pela Temurah, ser entendido como Lei (Torah), Roda (Rotah) e Essência (Taro). Estas definições quando conjuntas sugerem que o Tarot é a Roda da Essência. Este conceito de um ciclo de manifestação pode ser aplicado tanto num sentido ideológico, como nos 22 Arcanos Maiores do Tarot, e num sentido psicológico, para o Tarot vivo dentro do corpo humano.
         O corpo humano é um sistema intrincado de forças interconectadas, é coberto por milhões de meridianos e linhas de energia, que se interligam para formar tanto os Marmas quanto os Chakras. Estes são ligações vitais com o fluxo de energia sexual dentro do organismo e oferecem as chaves de como opera a Magia Sexual.

O Marma Ajna Psico-Sexual

         Este é o primeiro Marma e está localizado no Ajna Chakra, entre as sombrancelhas. A atribuição cabalística para este Marma é a letra Ayin ou setenta. Sua atividade é a do Olho de Shiva, quando o olho se abre o mundo de aparências e ilusões desvanece e a realidade é experimentada, algumas vezes em sua brutal totalidade. Esta experiência pode ser de extrema intensidade e é apenas para os que estão preparados (veja ‘A História do Grande Deus Pan’ de Arthur Machen como exemplo). Está relacionado astrologicamente com o signo de Capricórnio por simbolizar a experiência de Pan, a visão da integridade e unicidade de todas as coisas.

O Marma Psico-Sexual Qoph

         O segundo Marma está localizado na nuca, sendo o trono cerebral da atividade sexual dentro da espécie humana e é atribuído à letra hebraica Qoph, de número cem. Esta enumeração pode ser entendida como a união do P (Phalus, falo em grego), 80, com o K (Ktéis, vagina em grego), 20. Qoph é atribuída à esfera lunar e este centro está envolvido com as secreções que estimulam o impulso e o desenvolvimento sexuais.

O Marma Psico-Sexual Visuddha

         O terceiro Marma está oposto ao Qoph e está localizado no Chakra Visuddha, o centro laríngeo. Sua atividade em magia sexual é emanar a palavra (Logos) que é criada pela interação dos centros Ajna e Qoph. Esta união de Vontade e Vibração cria o Logos que é manifesto em Daath, ou seja, a garganta. Esta atribuição difere da Qabbalah moderna mas é imperativa para um entendimento do circuito psico-sexual.  
         Esta interação entre os Marmas Ajna e Qoph no Visuddha é central para uma compreensão da fixação da força sexual. A Gematria de Ayin e Qoph prova ser informativa : Ayin + Qoph = 170
         170 é o número dos gigantes ou Nephilim. Os seres que são criados pela Vontade sozinha e que podem ser comparados aos Titãs da mitologia grega. Eles são seres de puro Logos; formulações da Vontade que são criadas pelo Eu (Self) em Ayin através das forças sexuais de Qoph e manifestas no Visuddha.

         “…e a palavra transformou-se em carne.”  Evangelho de João, capítulo um.

Os Marmas Psico-Sexuais das Palmas

         Estes marmas encontram-se nas palmas das mãos, mas são tratados como um só marma no circuito geral. Eles estão atribuídos à letra Kaph e cada palma tem o número 20. As palmas são usadas para focalizar p fluxo de energia com o circuito. A esquerda é negativa e a direita é positiva, embora isso possa variar de mago para mago.
         Juntas, as duas palmas dão o número 40, que por Gematria significa o Libertador e Leite, ambas referências aplicam-se para o uso das mãos para liberar fluidos sexuais durante rituais tântricos. Outras referências relacionadas incluem a Mão do Eterno e Mem, que pode ser definida tanto como sangue, fluidos (sexuais) ou vinho, todos novamente enfatizando o papel das mãos como libertadoras de secreções.

O Marma Psico-Sexual Genital

         O quinto marma psico-sexual é os próprios órgãos sexuais, atribuídos a Ayin, de número setenta. Os órgãos são o segundo Olho e representam o esconderijo secreto da serpente (Kundalini).
         Este número setenta pode também ser aplicado para LIL (noite) e SVD (segredo), ambos relacionados com esta zona psico-sexual como originadora dos Kalas, as secreções noturnas que sempre fluem ou Ain (Kali / Nuit). Setenta também é o número de CHBS ou Estrela, isto está implícito na mensagem “o Khabs está no Khu e não o Khu no Khabs” do Livro da Lei. Esta mensagem codificada refere-se ao fato de que a essência das estrelas não é encontrada na eternidade do espaço, mas nas secreções sexuais da Estrela encarnada como entidade. 
         Uma implicação mais avançada a respeito deste Marma é encontrada na palavra INN, que significa vinho, representando o sacramento deste marma psico-sexual, que conhecemos como Amrita.

O Marma Psico-Sexual do Olho Secreto

         O Olho Secreto é o Olho de Set e portanto, é o reverso dos órgãos sexuais. Também atribuí-se a Ayin (70), entretanto, sua aplicação é na região anal e sua associação com a Kundalini.
         Aqui, temos o ânus do bode como é visto no Sabbat das Bruxas e o mistério de SVD, que é o olho do bode como visto na imagem de Baphomet encontrada nos ritos dos Cavaleiros Tamplários.

O Marma Psico-Sexual de Bindu

         Este marma é o fogo interno, atribuído à letra Yod (10). Representa o Ponto Bindu, o ponto onde os dois sistemas sexuais conectados unem-se para formar uma simbiose. Pela Gematria, encontramos que dez está relacionado a Elevado, Planar e Janela. Todas estas imagens podem se relacionar ao uso do calor sexual para ir além do organismo em direção às visões do espaço interno.

O Circuito

         Quando examinamos os sete marmas acima, chegamos a um ciclo de força psico-sexual, sendo este ciclo composto de oito segmentos ou zonas. Se considerarmos as duas palmas como zonas separadas, quando juntas com os outros centros formula-se um ciclo completo de 360 graus. Este círculo é o ciclo interno de Aeons, sete embora oito, o oitavo sendo o final do ciclo no Ponto Bindu de realização, este ciclo forma o ABRASAX interno, o senhor gnóstico de 360 graus. A Vontade como criada e fortalecida pelo ciclo interno de Aeons e secreções.

         O sistema numérico deste ciclo é :

AYIN (70) + QOPH (100) + KAPH / KAPH (20 e 20) + AYIN : órgãos sexuais (70) + AYIN : ânus (70) + PONTO BINDU : YOD (10) = 360 graus

         Os cinco graus restantes (para formar um ano) são os graus esotéricos do Círculo, os cinco dígitos da Deusa. Eles são atribuídos a vários Deuses e Deusas e têm um uso específico tanto na ciência macrocósmica de registro do tempo como na ciência microcósmica do corpo e suas correntes, que é conhecida no oriente como Kalavidya, Este ciclo não é apenas encontrado na seqüência sexual de marmas aqui descrita mas também dentro dos chakras gerais como encontrado na Kundalini Yôga tradicional. Ambos sistemas, bem como as atribuições físicas da Árvore da Vida, interagem como círculos numa grade cósmica, cada um forma um ciclo de manifestação e está envolvido na Árvore da Vida animada que o corpo humano forma. Ao invés de a Qabbalah ser uma realidade separada de Sephiroth e Caminhos, é um corpo vivo, um sistema de experiência e possibilidade internas. 

         No sistema tradicional de chakras o ciclo é composto de raios dentro de cada chakra, estes raios representando as emanações dos pés da Deusa Primal após ela ter se elevado ao Shasrara Chakra. Portanto, as emanações deste chakra são vistas como as da própria Deusa, ou em termos mais adequados, do Eu e assim não são contadas no cálculo dos raios.

Ajna Chakra                   Região Pituitária            64 raios

Visuddha Chakra            Região Tiroidal              72 raios

Anahata Chakra             Região Cardíaca            54 raios

Manipura Chakra           Plexo Solar                    56 raios

Swadisthana Chakra       Região Genital               62 raios

Muladahara Chakra        Região Coccígea/Anal    56 raios

                                       Ciclo Completo               360 raios

         Dentro destes 360 graus existem outras divisões conhecidas como : Estelar, Solar e Lunar. Estas relacionam-se aos três segmentos do ritual tântrico e aos três segmentos da coluna dorsal : Ida, Susumna e Pingala. 118 graus são atribuídos ao Fogo (Estelar), 106 são atribuídos às influências Solares e 136 à Lunar, os cinco restantes são portanto, mais uma vez, os dígitos secretos da Deusa Kali (Ain).
         Como será prontamente notado, as imagens ou formas de deuses usadas variam de acordo com a tradição, Kali, Set e Nuit podem ser todos atribuídos a Ain e usados de acordo com trabalhos e desejo ou inclinação.
         Como pode ser visto acima, um sistema de atribuição pode ser formulado baseado nestes graus. Estes podem ser interpretados de diversas maneiras : os oito segmentos ou marmas, até mesmo os oito chakras, mais o Sahasrara chakra, trabalhando como um todo. Podemos até mesmo relacionar com os oito trigramas do I Ching e quando multiplicados por si em 64 possibilidades do Tao. Isto pode criar um ciclo completo por relacionar-se com a dupla Árvore da Vida (32 x 2).
         Pode também ser entendido que em qualquer organismo há dezesseis aspectos sexuais, físicos e etéricos. Portanto, em qualquer ato de união sexual há trinta e dois segmentos vivos, uma dupla Árvore da Vida sexual. Quando estes Marmas são relacionados aos 16 Kalas ou secreções isso pode ser ainda melhor entendido. O ciclo formado pelos hexagramas do I Ching é interessante, pois a alquimia sexual chinesa é uma das mais intactas tradições sobreviventes do Tantra.

Ajna Chakra                            Hexagrama Li                Sol e Sol

Centro Qoph                  Hexagrama Khan           Lua e Lua

Visuddha Chakra           Trigrama Sun                 Ar e Ar

Palmas                          Li e Khan                      Reflete Ajna/Qoph

Órgãos Sexuais              Quian / Kun                   Falo / Vagina

                                      Hexagrama Tui              Água de Água

Ânus                             Hexagrama Gen             Terra de Terra

Ponto Bindu                   Hexagrama Zhen            Fogo de Fogo

         Em consideração às diversas maneiras de intitular os Hexagramas, a lista seguinte guiará o estudante que procura explorar mais profundamente. A pronúncia em parênteses é uma alternativa de pronúncia por causa dos dialetos chineses.

Li                         Hexagrama 30                         Tiphareth

Kan (Khan)          Hexagrama 29                         Yesod

Sun                       Hex. 57                                   Daath

Quian (Qian)        Hex. 1                                     Kether

Kun (Khwn)         Hex. 2                                     Malkuth

Tui (Dui)              Hex. 58                                   Chesed

Gen (Ken)            Hex. 52                                   Netzach

Zhen (Ch’en)        Hex. 51                                   Geburah

Tabela de Marmas Psico-Sexuais

1. Ajna chakra (Vontade)                            Ayin                     70

         Olho de Shiva

2. Nuca                                             Qoph                    100

         Origem da Força Sexual         

3. Visuddha chakra                           Ayin/Qoph           170

         Logos Manifesto

         A união de Ayin e qoph criam a energia de 170 no Visuddha, este é o poder para criar os ‘Nephilim’ ou Gigantes Rebentos da Vontade, formações do Eu puro ativado por meios sexuais e manifesto através do poder da ‘palavra’ mágika (Logos).

4. Palmas das Mãos                          Kaph                    20 cada

         Ativadores das Zonas Sexuais

5. Órgãos Sexuais                             Ayin                     70

6. Região Anal                                  Ayin                     70

         O Olho Secreto

         Ambas zonas são atribuídas a Ayin e relacionam-se ao uso mágiko dos órgãos sexuais, frontais e dorsais à Kundalini.

7. Ponto Bindu                                 Yod                      10

         O Ponto de Foco

         Aqueles interessado em exploração mais detalhada do ciclo psico-sexual podem querer estudar as correspondências na página 40. Elas estão baseadas numa tabulação de Crowley e oferecem algumas introspecções (insights) interessantes sobre o ciclo sexual e sua relação às Sephiroth.
         A partir destes ciclos, vamos perceber que a Árvore da Vida é um ciclo vivente de essência e, portanto, os Caminhos ou pontos conectores também devem representar fluxos de energia ou secreções dentro do organismo. O estudo seguinte dos pontos conectores como secreções do organismo vivo deve se lido em conjunto com as descrições dos Caminhos como letras hebraicas e arcanos do Tarot, encontrados em sistemas da Qabbalah tradicional e outros sistemas de atribuição. 

OS CAMINHOS CONECTORES NA ÁRVORE DA VIDA COMO SECREÇÕES

         O padrão de Tarot formado pela Árvore da Vida humana é uma parte intrincada da Qabbalah esotérica do Novo Aeon. Entre as Sephiroth vivas do corpo estão vários caminhos conectores ou emanações que transmitem as secreções dos reinos trans-Kether de Ain para o organismo.
         Estas emanações realizam a transformação gradual do corpo e da mente e podem ser entendidas duma maneira peculiarmente tântrica com as atribuições mais tradicionais sendo comparadas e manipuladas de acordo com o engenho do próprio mago.
         A décima primeira secreção é aquela do Espírito Santo. O Santo intoxicado é simbolizado pela respiração cósmica e pela águia de duas cabeças. É associado com o trigésimo terceiro grau da maçonaria e tem uma conexão elemental com Akasha. O Ovo Negro ou chama desta secreção pode também se relacionar a Sebek, o senhor crocodilo e a manifestação de Set.
         A décima segunda secreção é aquela do Mestre de Maya e é governada por Hermes ou Mercúrio. Ele é o senhor do Falo e entende o segredo dos pólos opostos, a Pomba e a Serpente e da Casa de Deus (Beth). Seus poderes dualistas são a magia polarizada e apolar e ele controla todas as formas de transmissão de energia.
         A décima terceira secreção é aquela da Alta Sacerdotisa Lunar, a Deusa tripla em seu estado virginal ou adormecido, a Ísis dormente, Artemís e Donzela. Ela é a essência e transmite os Kalas de Plutão através das areias de Urano.
         A décima quarta secreção é a Grande Mãe, a porta pela qual a manifestação é alcançada, ela é a governante da magia polarizada e é representada na Alquimia Sexual pelo elemento do Sal. Seu domínio planetário é Vênus, que é finalmente transcendido em Sirius, portanto, ela é Daleth, a ligação entre os mundos.
         A décima quinta secreção é altamente importante no Novo Aeon devido à injunção do Livro da Lei de transferir os títulos do Imperador e da Estrela. Esta secreção é agora a Estrela de Aquário, as secreções fluidas da Deusa que transforma o humano (Tiphareth) em Besta (Chokmah). A estrela representa a fórmula do Khabs no Khu, onde a essência do espaço infinito é encontrada dentro das secreções do organismo.
         A décima sexta secreção é aquela do Alto Sacerdote dentro do culto do Humano Superior, tipificado por Touro. Nos velhos cultos a besta era exterminada como sacrifício, hoje, o uso do instinto animal alcança seu estágio mais alto de consciência.
         O Touro traz a força da Besta 666 para a manifestação como o divino rei de Júpiter. O número dezesseis também significa a secreção ou Kala secreto, que é o acúmulo dos quinze Kalas anteriores, que vieram ao seu clímax dentro da Estrela (Kala quinze) e manifestaram-se no vórtice do décimo sexto Kala, o Humano Superior.
         A décima sétima secreção complementa e balanceia a da estrela da décima quinta e é usada pelo Humano Superior da décima sexta. A décima sétima secreção é a dos gêmeos, governantes duais de Zain, Hórus e Set. Portanto, nesta combinação de secreções nós começamos a ver a estrutura do sistema do Novo Aeon.
         A décima terceira, décima quarta e décima quinta secreções são a Deusa Tripla que é Virgem, Prostituta e Mãe Sagradas. A décima sexta secreção é o Humano Superior, Taurus, o Touro da Deusa, cuja forma externa é Hórus e cuja Vontade Verdadeira é Set e isso é novamente reafirmado nos Gêmeos da décima sétima secreção.  
         Quando olhamos profundamente nos Mistérios destas secreções, vemos que Osíris era simplesmente uma forma mais antiga de Hórus. Portanto, Hórus era tanto o consorte quanto a criança de Ísis. Enquanto Set é Vontade Verdadeira de ambos, cuja mensagem não será plenamente compreendida até que a mensagem de Maat seja anunciada em conjunto.
         Portanto, os gêmeos não são apenas Hórus e Set, mas Set e Maat.

“Pois duas coisas são feitas e uma terceira é começada. Ísis e Osíris estão dados a incesto e adultério. Hórus salta do seio de sua mãe com três braços. Harpócrates, seu gêmeo, está oculto dentro dele. SET é seu pacto sagrado, que deve mostrar-se no grande dia de M.A.A.T. (cujo nome é verdade).”   Liber A’Ash vel Capricorni Pneumatici, de Aleister Crowley

         A décima oitava secreção é o impulso criativo e sexual do Mestre, balanceia o Humano Superior da décima sexta, representando a força de Câncer ou Cheth. Câncer é o caranguejo e é usado para simbolizar o caminho tântrico de Viparita Karani, indo para trás ou de lado (reversão dos sentidos) para atingir uma finalidade mágika.
         A décima nona secreção é a Luxúria do Leão, que representa a semente da serpente que ativa a porta de Daleth da Sacerdotisa. É atribuída a Teth, a serpente fálica.
         A combinação de Daleth e da Semente da Serpente forma o Espermatozoon ou Elixir Sexual : O Ermitão de Virgem.
         A vigésima secreção é o Espermatozoon ou Eu Sexual do Ermitão, ele é o Rebento da Vontade; o Eu Verdadeiro que é formado pela união das formas opostas da psique e do corpo, Babalon e a Besta.
         A vigésima primeira secreção é o Senhor do Karma, o Ermitão que foi formado pela Besta e por Babalon e está trabalhando na iniciação do Humano Superior. Ele aprende a superar a onda de recorrência eterna presente na roda eterna.
         A vigésima segunda secreção é a de Libra, ajuste através da evolução do Eu além da recorrência eterna, via Magia Sexual. O Mago alinha a realidade com a iniciação pela qual ele está passando, sendo que esta ação detona a experiência do arcano do Enforcado.  
         A vigésima terceira secreção é a iniciação das Secreções Sexuais. O Mago cai no inconsciente através dos processos da Magia Sexual e começa a retificar o que está contido dentro de seus limites. Um dos métodos para se atingir isto está na próxima secreção.
         A décima quarta secreção é Escorpião. Representa o orgasmo como uma “pequena morte”. Sua lição é o uso do orgasmo para programar a psique e a invocação do excesso sexual para experienciar os limites da mente e do corpo.
         A décima quinta secreção representa o uso da paixão animal para atingir um estado de Androginia. Esta imagem é representada como o Sagitário ou Baphomet e conforme a paixão aumenta, transforma o mago em experiências das Secreções do Bode. 
         A vigésima sexta secreção é a de Capricórnio, o Bode. Representa o uso de forte paixão animal para quebrar a ilusão (tipificada pela imagem do diabo) e transformá-la em Vontade pura. O produto disto é a manifestação do poder da projeção sexual como visto na próxima secreção.
         A vigésima sétima secreção é a do uso do Falo como ferramenta de projeção. É atribuído a Marte, mas não num aspecto negativo, representa o jato de sêmen, criando estrelas e imagens através da programação do orgasmo. Também representa a ativação da Kundalini e sua ascensão pela torre ou coluna vertebral, detonadas pelas práticas Delta.
         A vigésima oitava secreção é atribuída ao Imperador e a Áries. Tem diversas aplicações, uma das quais é o uso da tintura Vermelha, isto é, as secreções menstruais de uma Maga. Pode também se relacionar ao uso de paixão excessiva ou luxúria extrema para superar barreiras e limites e atingir o frenesi orgásmico da Torre.
         A vigésima nona secreção é a da Lua. Está sob o governo de Qoph e portanto nossa discussão prévia de Qoph deve ser considerada. É uma passagem especial conectada ao instinto e, às vezes, até mesmo à transformação licantrópica.
         A trigésima secreção é a do Sol, sendo o poder da aspiração e dos ideais que influenciam o fluxo da energia sexual. Deve ser entendida em conjunto com a informação já discutida a respeito do Ajna chakra. O produto da qual é visto no Logos ou palavra da trigésima primeira chave.
         A trigésima primeira secreção é o Aeon, o arauto da Nova corrente. A mensagem do fluxo interno de Aeon-Kalas trabalhando em conjunto com a eternidade da progressão temporal. Seu número é 31 e reflete a mensagem do Livro da Lei (LIber AL ou 31), enquanto que seu reverso é treze, a Sacerdotisa da Estrela de Prata.
         A trigésima segunda secreção é a da Manifestação. Tau em extensão, seu número é 440, secreções movendo-se para a plena materialização. É tanto o primeiro passo nos Mistérios ou a manifestação do Humano Superior na Terra. Tau é o sigilo do Deus Set e o ciclo está completado.

Notas sobre os Caminhos como Secreções

         As secreções da Árvore da Vida biológica reúnem os vários métodos de interpretação a respeito dos Caminhos. Quando unidos, eles criam um fluxo em forma de Mandala. 
         Há várias fontes para informação avançada : os vários livros de Kenneth Grant, tais como “Cults of the Shadows”, Cultos das Sombras, (Muller, 1975), entretanto, cegueiras deliberadas em muitas de suas interpretações são infelizes.
         Para ajudar na organização destes conceitos em um sistema coerente, a seguinte tabela dos Caminhos das Secreções é feita para a exploração.

SUMÁRIOS DOS CAMINHOS COMO SECREÇÕES

11. Espírito Santo                             Santo Intoxicado

12. Chaos                                         Pomba e Serpente

13. Alta Sacerdotisa                         Deusa Dormente

14. Babalon                                      Deusa Sexual

15. Estrela                                        Mãe do Espaço

16. Homus superioris                        Kala Secreto, Alto Sacerdote

17. Gêmeos                                      Set e Maat

18. Impulso Criativo                         Princípio da Reversão

19. Semente da Serpente                Impregnação de Babalon

20. Espermatozoon                          Ermitão como Criança Cósmica

21. Senhor do Karma                       Controle da Realidade

22. Fuga                                           Livrando-se do ciclo terrestre

23. Iniciação                                     Explorando o Inconsciente

24. Orgasmo                                    Thanatos absorvido em Eros

25. Baphomet                                   Androginia

26. Capricórnio                                Exploração

27. Projeção Fálica                          Paixão animal destrói a Ilusão

28. Tintura Vermelha                        Excesso de paixão

29. Lua                                             Originador sexual

30. Sol                                              Ajna chakra

31. Aeon                                           Mensagem como Logos

32. Sigilo de Set                                Manifestação ou começo.

Combinações Especiais Válidas de Atenção

         13, 14 e 15 : Tripla Deusa que é estimulada por

         16, Alto Sacerdote : Quem ativa a décima sexta e 

         17, os Gêmeos manifestos na dualidade de Set e Maat, impulso criativo interno e externo (18, 19).

         14, Babalon, que dá nascimento ao Rebento do Eu,

         20, o Ermitão : as iniciações de quem compreende os caminhos

         21 a 26, resultando na união de Ajna e Qoph (29, 30)

         31, a declaração do Novo Aeon e

         32, a Manifestação do Novo Aeon.

O Simbolismo da Mandala

         Um dos mais antigos métodos de simbolizar o ciclo dos Kalas é encontrado na Mandala, esta jóia visual, que embora desenhada em duas dimensões é na verdade de caráter tridimensional. Embora nem sempre desenhada, magos avançados podem formá-la mentalmente. Mandalas tendem a ser circulares em forma, focalizadas num ponto central. Normalmente são povoadas por imagens de Deuses, Deusas e Espíritos dos mais diversos e são símbolos do circuito psico-sexual.
         A mandalas mais antigas são encontradas nas escolas tântricas e delineiam os ensinamentos sexuais com simplicidade. Um exemplo clássico é encontrado no Shri-Yantra. O Shri-Yantra é baseado num triângulo invertido, no centro do qual há um ponto representando o Sêmen. O triângulo em si é a vulva. Está contido em um triângulo de apontado para cima, que representa o Falo. Novamente este é cercado por um triângulo apontado para baixo, que é cercado por um triângulo apontado para cima, até completarem-se nove triângulos no desenho, normalmente, sugerindo a interação da vulva e do falo no coito. A borda externa é coberta por imagens de lótus e outras flores para criar uma proteção em torno da atividade ali contida.
         A mandala das artes exemplificadas pelas figuras do Bon tibetano é normalmente criada de várias zonas. São ocupadas por Senhores do Submundo, esqueletos, demônios, cenas tétricas e amostras de cópula. Há muito em comum com as mandalas da adoração de Kali, que usam a representação do sexo e da morte para alcançar a catarse de Eros e Thanatos. 
         A importância da mandala é ofato de que é uma máquina oculta, um aparato vivo que pode ser usado para trabalhar as várias facetas do circuito psico-sexual de essência. As formas da mandala podem variar de trabalho para trabalho…em trabalhos mais obscuros, as mandalas do Tibet e do culto de Kali podem ser usadas, enquanto trabalhos com os Antigos (estilo do Necronomicon) podem apresentar melhores resultados com Mandalas Trapezóides das tradições necromânticas germânicas.
         As mandalas são representações vivas do processo da magia, elas são bem sucedidas por sua mensagem afundar rapidamente no inconsciente, perdendo a maior parte do mediador consciente e alcançando seu objetivo sem impedimento. No ocidente, as mandalas sobrevivem na forma do círculo sagrado, do disco, do anel e até mesmo no Ouroborus Cósmico, que está sempre balançando sua própria cauda (Falo).
         Na prática, a mandala é de significância por trazer juntas as várias facetas de um dado ciclo e transmiti-las profundamente ao inconsciente. Ao contemplar um trabalho, crie uma mandala, antiga ou moderna, para sintetizar os trabalhos e então, usando técnicas meditativas, programe o inconsciente antes do trabalho, otimizando a qualidade e o poder do ritual.

Conclusão

         Para concluir este capítulo, deixaremos você com um poema de um mestre do tantra moderno, Dadaji, de suas séries póstumas :

“Na alquimia da yôga iluminadora, a servidão se rompe mas a alma sobrevive ao fogo.
         Neste caminho nós exterminamos obstruções e vemos o vazio do desejo mundano.       
         Este é o caminho que você fez, não há volta, remorso ou lágrimas, mesmo se pesadas como a chuva, não mais têm significado agora e você deve encarar a semente plantada, renascida mais uma vez.
         Em beatitude e alegria de profunda ‘possessão de si mesmo’ (samadhi), ainda que nada procure, é apenas serenidade.
Então virá a realização suprema, que você é uma alma e que sempre esteve livre.”

Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens



Alguns postulados iniciais da Magia Sexual

“Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens” é um estudo de teoremas básicos da Magia Sexual. Foi originalmente publicado sob o juramento de segredo dentro do 8º grau da OTO e é de autoria de Mestre Therion em seu papel como Baphomet, o décimo grau, administrador chefe da ordem na Irlanda, Iona e todo Reino Unido.

O documento usa simbolismo maçônico tradicional e hermético e portanto deve ser estudado alinhado com as tradições ocidentais, embora o assunto ocasionalmente extraia algo das fontes tântricas orientais. Sabendo disto, certas reinterpretações de terminologia são imperativas. Os termos Caminho da Mão Esquerda/Direita, por exemplo, são usados neste documento de acordo com os ditames do pensamento Hermetista e maçônico ao invés de seus significados tântricos originais. Portanto, eles são aqui usados para representar aqueles que dissolvem o ego sob a revelação da Vontade Verdadeira (CMD) e aqueles que usam de meios ocultos para sustentar a substância egóica abaixo do Abismo (CME). Esta segunda classe é vista como aqueles que evitam o Eu Verdadeiro e criam um estado de desequilíbrio e destruição internos. Além destas definições devemos entender que o termo Castidade especificamente refere-se àqueles que usam sua sexualidade alinhada com a meta de atingir a Vontade Verdadeira e não no sentido de abstinência. Mantendo estas definições na mente e examinando o documento em conjunto com seus comentários, o mago descobrirá uma riqueza de informações a respeito da teoria e prática da Magia Sexual, O texto em si está escrito em itálico, com os comentários em fonte normal.

SOBRE OS CASAMENTOS SECRETOS DOS DEUSES COM OS HOMENS

DE NEUPRIIS SECRETIS DEORUM CUM HOMINIBUS

Baphomet Xº OTO do trono da Irlanda, Iona e todo o Reino Unido, que estão no Santuário da Gnosis para os Adeptos Perfeitamente Iluminados do Areopagus Secreto do Oitavo Grau, Pontífice e Epópeta dos Iluminatti, Saudações e Paz.

Sob o selo de obrigação do VIII.

Sobre a Castidade

Queridos amados, na guerra da casta do Caminho da Mão Esquerda contra a Gnosis, cuja primeira fase terminou no estabelecimento daquela tirania e superstição que é chamada de Cristianismo. Muitas verdades foram roubadas pela Loja Negra e pervertidas por seus usos vis. E o mais nocivo em sua corrupção é a castração do homem chamada de Castidade. A atrofia das partes mais nobres do corpo que são os órgãos de redenção adequados, ambos Gaian e Ouranian (terra e céu). Nós que então no sétimo grau juramos solenemente castidade, tanto interna quanto externamente, que observamos com nossos olhos agora como Epópetas dos Iluminatti e como perfeitos Pontífices de nossa nobre ordem administrada com nossos membros, a iniciação cujo nome é Ressurreição na luz. Logo, nós somos aptos a iluminar os locais mais escuros da terra e considerar sabiamente o que jaz no império dos Maus. Leia, portanto, estas passagens na falsificação chamada a Epístola de Paulo aos Romanos…

‘Não deixe, por esse motivo, nenhum pecado reinar em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões. Nem ofereçais vossos membros ao pecado como instrumentos da iniqüidade, mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros a Deus como instrumentos da retidão. Falo como homem, por causa da fraqueza da vossa carne, assim como vós oferecestes vossos membros como servos da impureza e de iniqüidade a iniqüidade. Mesmo agora oferecei vossos membros como servos da retidão para a santificação. Pois quando éreis escravos do pecado, vós estivéreis livres a respeito da retidão. Que frutos tivéreis então ainda naquele tempo a não ser as coisas das quais agora vos envergonhais. O fim daquelas coisas é a morte. Mas agora estando livres do pecado, transformados em servos de Deus, tendes o vosso fruto para santificação e, por fim, vida eterna.’

Romanos VI : 12 e 13, 19-22

Considere também estas passagens do Velho Testamento :

‘E o Senhor disse-me : Tome uma grande tábua e escreve nela de maneira inteligível Maher-Shalal-Hash-Baz. E eu tomarei comigo testemunhas fidedignas para testemunhar a Uriah, o sacerdote, e Zacariah, o filho de Jeberequiah. E eu fui à profetisa e ela concebeu e deu à luz um filho. Então o Senhor me disse : Põe-lhe o nome de Maher-Shalal-Hash-Baz.’

Isaías VIII : 1-4

‘Quando o Senhor pela primeira vez falou por meio de Oséias, então o Senhor lhe disse : Vai, tomai uma mulher de prostituição e crianças de prostituição, pois a terra cometeu grande prostituição, desviando-se do Senhor. Ele então se foi e tomou Goher, filha de Diblaim e ela lhe concebeu e deu à luz um filho.’

Oséias I : 2 e 3

‘E disse-me o Senhor : Vai outra vez, ama uma mulher amada de seu amigo e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles olhem para outros deuses e amem bolos e uva-passa. Então comprei-a por quinze peças de prata e um ômer e meio de cevada e lhe disse : Tu me suportarás por muitos dias, tu não deves te prostituir, nem serás de outro homem, assim eu também te suportarei.’

Oséias III : 1-3

O primeiro aspecto deste documento discute como os irmãos do CME são aqueles que corrompem os Mistérios, eles são primariamente vistos como aqueles da fé cristã. Dois aspectos específicos de sua corrupção são a remoção dos ensinamentos dos verdadeiros Mistérios no qual todos os magos são Pontífices, não simplesmente um tolo no Vaticano e a destruição dos Mistérios da Magia Sexual.

O cristianismo é claramente identificado como a pior corrupção da Gnosis, sendo que originalmente detinha os Mistérios, mas os deformou e traiu os segredos que estavam em sua possessão. A Igreja desembasou o conceito de sexualidade religiosa e o substituiu com genitais atrofiados e ‘castidade’ como abstinência.

A natureza das iniciações da OTO e em qualquer ordem thelêmica focaliza-se na ressurreição na luz ou, em termos menos religiosos, a invocação da Vontade Verdadeira. Este conhecimento inclui a crença de que todos os corpos devem ser usados como veículos para a manifestação do Eu Verdadeiro, mas mais especialmente o corpo instintivo que reforça o organismo através do sistema Chakras-Kundalini.

Os versos bíblicos sugerem uma interpretação gnóstica da escritura a respeito da Magia Sexual. O primeiro verso descreve a natureza real das forças sexuais. O estado de ‘pecado’ é aquele de não estar em contato com o Verdadeiro Eu. O homem mundano está neste estado por não ter entendimento de seu ser interior, o uso de seus instintos pouco lhe importa pois ele não tem tal consciência. Contudo, o mago deve perceber sua posição em relação ao seus instintos, pois estes são uma expressão de seu Eu Verdadeiro e portanto devem ser usados APENAS dentro deste processo de santificação (purificação dos corpos) e retidão (estar ligado ao Universo). Qualquer outro uso está fora de contexto com seu estado de iniciação.

Para o mago, a sexualidade é um foco do status de sua Vontade Verdadeira e portanto é usado de acordo com essas condições, este é o significado real da Castidade e Brahmacharya.

Os versos do Velho Testamento sugerem a fórmula esotérica de Babalon. Por meio da qual o papel real da Sacerdotisa é sexual tanto no papel da Magia Reprodutiva (Gamaísmo) e atos gerais da Magia Sexual. No último verso está óbvio que ela não é uma esposa, mas uma Sacerdotisa dos Mistérios consagrada, usando um arcano sexual. Em todos estes versos vemos uma descrição velada das bases da Magia Sexual como ensinada na Gnosis atemporal e ainda escondida dentro dos ensinamentos do Cristianismo ainda muito tempo após ter perdido a custódia dos Mistérios.

UMA NOTA IMPORTANTÍSSIMA

Nos últimos anos, reclamações ridículas têm sido feitas contra a comunidade ocultista em relação a sacrifícios humanos, particularmente, sacrifícios infantis. Deve ficar claro que nenhum mago, ocultista ou magista que tenha qualquer poder real (ou cérebro) acredita ou usa sacrifícios humanos de qualquer forma. Mesmo o sacrifício animal é abominado pela comunidade ocultista moderna.

O sacrifício é uma virtude primariamente cristã tendo se desenvolvido do conceito judeu de expiação. Nos tempos do Velho Testamento os judeus sacrificavam suas crianças (especialmente seu primeiro filho nascido) e quando isto se tornou inaceitável, substituíram-no por sacrifício animal e circuncisão. Esta ética sacrificial se arrastou até a expiação substitutiva de Jesus através de seu sacrifício de sangue pela humanidade.

As seções seguintes do “De Neupriis Secretis Deorum cum Hominibus” foram escritas sarcasticamente por Mestre Therion. Sendo que a Igreja Católica acredita que ‘derramar a semente’, isto é, masturbar-se, era um desperdício de potencial para as crianças e um pecado contra Deus, Crowley viu isso como uma grande diversão ridicularizar sua ignorância e estupidez; ele assim o fez usando a imagem do sacrifício. Ele afirmou, por exemplo, no ‘Magia em Teoria e Prática’, que ele matava uma criança por dia. O que ele queria dizer ? É óbvio que isto significa que ele se masturbava bastante todos os dias, nada mais, nada menos! As seções seguintes são obviamente sarcásticas e comentários velados sobre práticas sexuais usando imagens de Igreja Católica contra a mesma.

No jargão da Magia Sexual de Crowley uma criança era um código para os fluidos sexuais masculinos e femininos combinados, enquanto que um adulto representava fluidos de apenas um sexo. Copiamos estas seções com esta consideração em mente. Crowley, nós mesmos e todos os thelemitas modernos ficam desgostosos com sacrifício e deixam isto para qualquer cristão que possa pegar este livro e tentar usá-lo contra nós, para seriamente considerar a virtude de sua própria fé pois eles adoram um humano sacrificado, mutilado e torturado e pendurado numa cruz.

Sobre os Ritos de Sangue

Diz-se que há uma seita judaica chamada Chassidim, cuja prática é o sacrifício do homem. Embora de preferência uma criança, mas também um adulto, é tomado entre os gentios e cerimonialmente imolada, para que nenhuma gota de sangue seja perdida, para que o espírito da vítima não escape ao exorcista, refugiando-se na gota. Seu sangue é então consumido como um sacramento ou empregado para propósitos talismânicos. Pois o espírito do imolado está selado no sangue derramado e reunido, daí é multiplicado em cada parte, como na missa do Corpo de Cristo, onde é dito que esteja igualmente em todas as miríades de hóstias consagradas, e seu sangue em cada gota de vinho consagrado, em qualquer lugar e por sua eficácia.

Considere isto.

Novamente, está bem claro que Crowley está atacando as crenças sacrificiais das comunidades judaica e cristã. Ele tomou a velha lenda de judeus sacrificando crianças e a virou de ponta-cabeça para explicar um conceito esotérico. Para Crowley o código é claro : sangue = fluidos sexuais. Não há sugestão do uso real de sacrifício mas uma clara e precisa análise da lenda judaica e cristã. A mensagem básica é a de que em cada gota de fluido sexual há uma grande concentração de força psíquica (alma) e que este fluido pode ser usado como sacramento afim ao rito da comunidade cristã.

O uso deliberado da imagem sacrificial e o conceito de comunidade nesta seção novamente mostra o forte sarcasmo de Crowley e seu desgosto (se essa for uma palavra suficientemente forte) pela ética sacrificial judaico-cristã.

Sobre Certos Ritos Secretamente Praticados na Rússia

Há um corpo dentro da Igreja Grega que mantém uma doutrina esotérica e pratica um rito secreto. Nos encontros deste corpo, as luzes são extinguidas, os adoradores, liderados por um sacerdote e uma sacerdotisa escolhida e consagrada procuram um pelo outro através do toque e por atração sutil, então eles consumam a caridade pura de seus corações em zelo sagrado. Se pela graça e habitação do Espírito Santo a sacerdotisa deste rito despose, e também virgem conceba e dê a luz, então a criança é batizada por seu pai, o sacerdote para a purificação de água e para a consagração de fogo, assada e dividida entre os adoradores para seu uso como sacramento, como um talismã e como remédio contra todas as doenças.Isto também é dito dos Cavaleiros de nossa própria ordem sagrada do Templo, esta descendência de qualquer um deles através de uma virgem, era assada e um ungüento era feito de sua gordura com o qual o mago untava uma figura inefável de Baphomet.

Considere isto.

Mais uma vez, o sarcasmo flui. Com suficiente conhecimento de Thelema podemos novamente ver a referência codificada. Crowley usava fluidos sexuais combinados como um remédio e acreditava que era usado como agente de unção pelos Cavaleiros Templários. O verdadeiro ungüento era como uma bateria, armazenava o frenesi orgásmico combinado dos Cavaleiros (disparado pelo sexo com uma virgem) numa espécie de ‘acumulador orgônico’. Mais uma vez, torna-se abundantemente claro no texto que sangue = fluidos sexuais, criança = fluidos sexuais combinados, expelidos de maneira ocultista. A consagração do fogo ou Shin no hebraico relaciona diretamente à luxúria ou poder instintivo. Qualquer Mago que acredite que estas referências na verdade condenam o sacrifício ritual devem pôr este livro de lado imediatamente e retornar para seus estudos ocultistas básico !

Sobre a Missa Negra

Dentro da Igreja Romana têm sido encontrados desde o começo até hoje pessoas e sociedades conformadas na aparência com este culto materialista, internamente revoltadas contra ele, ainda tão frequentemente ignorantes de nossa Luz e na verdade para eles o alcance da Vida, Liberdade e Amor, parece possível apenas através da profanação de seus próprios Mistérios. Pois eles não sabiam que estes Mistérios eram eles mesmos mas profanação e corrupção dos verdadeiros e perfeitos Mistérios dos Adeptos. Eles estabeleceram portanto um culto cuja fórmula fundamental era o definhamento da hóstia consagrada. O sacerdote portanto tendo feito o pão em Corpo de Cristo (como ele teoricamente poderia fazer pela virtude de seu poder apostólico), como ele pensava, definhava este corpo usando-o como o objeto e veículo da luxúria. Crianças heroicas da liberdade, mas triplamente cegos ! Sanções que perecem com os Filisteus. Pois se a teoria eclesiástica é verdadeira, de fato eles incorrem em danação, se falsa, eles verdadeiramente perdem seu trabalho. Mas pelo menos eles colocam o Homem contra o falso demônio do Cristão, e leva-se em conta para a sua retidão. Mas veja, vós Irmãos, adeptos perfeitamente iluminados, quão grande é o erro deles que por sua revolta devem ser reis. Pois não são na verdade as excentricidades simiescas do sacerdote que consagram o pão mas seu poder masculino que deve tornar sagrada todas as suas ações. Considere isto.

Esta descrição magnificente explica, até mesmo justifica as seções anteriores estranhas e sarcásticas. Aqui, Crowley torna claro que o uso de qualquer forma de profanação (incluindo o sacrifício) é uma tentativa estúpida e vazia de se revoltar contra o cristianismo e portanto é simplesmente uma corrupção de uma corrupção. Esta passagem claramente rejeita não apenas o sacrifício mas a estupidez de ambos o profanador da Igreja ( nas excentricidades da Missa Negra) e a ignorância banal dos próprios sacerdotes. Esta seção mostra como a Missa Negra, embora possa ser uma revolta significante contra a Igreja, termina tornando-se tão bárbara e idiota quanto os ritos do inimigo que objetivou vencer.

A sugestão está no fato de que o poder da Igreja está em sua sexualidade sublimada, o poder do sacerdote está em seu falo, não em suas palavras inconscientes pelas quais ele clama transformar o pão em ‘jantar judeu’. A essência desta seção é a de que todo sacrifício é uma reação a ou produto da ética Cristã e Judaica e da mesma maneira aqueles que praticam a Missa Negra, etc. estão reagindo contra a Igreja e são simplesmente um produto dela. Eles certamente não são dos Mistérios, nem de nós.

Do Sabbath dos Adeptos

Nas horas negras da terra quando a superstição cristã com malogro caído secou malignamente a maioria dos povos da Europa, quando nossa ordem sagrada foi dispersada e a santidade de seus preceitos jazia violada, havia ainda certeza em manter a Verdade em seus corações e amar a luz para guardar a lamparina da virtude sob um manto de sigilo. E estes em certas estações por caminhos abertos ou escondidos, em charnecas ou montanhas, eles dançavam juntos e com estranhas iguarias e feitiços, chamavam ele, cuja energia chamaram ignorantemente de ‘Satã’, que era na verdade o grande deus Pan, Baco, ou até mesmo Baphomet que os Templários adoravam secretamente, e ainda adoram pois no VI todos Cavaleiros ilustres da sagrada ordem do Kodosh, todas as damas de companhia do Santo Graal são ensinados a adorarem; ou BABALON a bela ou até mesmo Zeus, o Apolo dos gregos. E cada um quando primeiramente induzido para a festa era feito parceiro daquele encarnado pela consumação do rito de casamento. Considere isto.

O Sabbath como entendido dentro da tradição tântrica do Santuário é o sobrevivente das formas primordiais de Magia Sexual Gnóstica, quando a Igreja degradou os Mistérios, as formas primevas foram ressuscitadas pelos Magos e ensinadas em florestas e montanhas. A chave para o ensinamento estava no direito divino de casamento através do qual o mago dedicava-se à força criativa do universo e identificava sua sexualidade com aquela dos Mistérios, ao invés de degradá-la na vida rotineira. Este processo é afim ao ensinado dentro do arcano Gama, técnica Qodosh.

Sobre Fábulas Clássicas

Os antigos de qualquer nação relatavam seus heróis como sendo nascidos do casamento dos Deuses com homens mortais. Como Rômulo e Remo nasceram de uma vestal virgem inseminada pelo Deus Marte, Hércules de Zeus, Buddha de Vishnu, na forma de um elefante com seis trombas, Jesus de Jeová com uma virgem e muitos outros. Mesmo Deuses verdadeiros nasciam de mães mortais, como Dionisos de Sêmele. Também eles contam muitos amores do céu pela terra, Diana por Endymion, Zeus por Leda, Dana, Europa e o resto. Mesmo Hades saiu de seu reino de penumbra para desposar a donzela Perséfone. Há também amores de Deuses por ninfas, Baco por Ariadne, Zeus por Io, Pan por Syrinx. Não há limite. E sátiros, faunos, centauros, dríades, milhares de graciosas tribos, brilhante e luxuriosamente pelas lendas. De novo temos os amores de fadas pela humanidade e o comércio dos Beni-Elohim pelas filhas dos homens, e novamente o casamento de Orfeus com Euridice, uma ninfa,e as redes fidedignas que as Laura Melusina, as sereias,, Lilith e muitas outras jogaram para os homens. É até mesmo dito que para cada iniciado da ordem da Astrum Argum podem aparecer na forma de um demônio ou uma mulher para pervertê-lo. Dentro de nosso próprio conhecimento temos que não menos que nove irmãos que foram absolutamente jogados para fora desse modo. Há também amores fúteis como o de Ixion por Hera, de Actaeon por Artemís.

Considere isto.

A primeira mensagem dentro desta seção é a descrição da idéia do uso de congresso sexual com formas astrais. Nesta ilustração, Deuses e Deusas. O propósito chave desse congresso sendo tanto a produção de uma manifestação desta força (crianças espirituais) ou a criação do elixir. Isto é ilustrado de acordo com os diferentes métodos que podem ser usados, Deuses e Ninfas, Fadas e Homens, Deuses e Mortais e por aí vai, cada ilustração oferecendo um tipo levemente diferente de fórmula.

Além dessas fórmulas, há as que as sereias e afins oferecem , a fórmula do aprisionamento através da magia sexual. Uma fórmula que deve ser usada com extremo cuidado, para detalhes desta fórmula, a fórmula de Vampiro de Alhim é encontrada no “De Ars Magica”. Nos últimos versos é dado o aviso de que a criação de uma forma astral não deve ser confundida com um homem ou mulher físicos, embora ele/ela possa tomar o lugar do sacerdote/isa dentro do rito, esta confusão pode levar a obsessão e a perda da vontade mágika.

Sobre Certos Ritos Gregos

Entre os povos da península dos Balcãs e especialmente os gregos, por trás do disfarce de falso cristianismo, está escondido o trigo de Deméter. E como o muçulmano confia estar unido pela morte ao Hur al Ayn do paraíso, também estes outros ainda pensam que casamento mundano não é mais do que fornicação, pois a morte é nupcial posto que a alma está unida àquele Deus ou Deusa para quem na terra sua paixão aspirava. Portanto, mesmo no abraço de seus amantes, seus corações estavam fixos em Artemís ou em Afrodite, ou em Ares ou em Apolo, conforme a tendência interna incita e daí a intuição.

Considere isto.

Esta seção continua com a ideia do uso de imagens astrais em conjunto com as várias formas de magia sexual. A diferença, entretanto, sendo que aqui o processo é moldado numa forma de Bhakti ou yôga devocional. Esta forma de prática yôguica usa o orgasmo sexual (a ‘pequena’ morte) para realizar um estado de união extática com a imagem escolhida. Um extensão natural desta técnica pode ser feita na feitiçaria comum, onde os trabalhos nos caminhos e sephiroth podem ser expandidos através do congresso sexual com os vários habitantes destes locais.

Obviamente isto garante mais sucesso do que as técnicas mais tradicionais de trabalho dos caminhos.

Sobre Súcubos e Íncubos

De todos os tempos a vida do homem agora e novamente caiu no sono, sem vontade e apenas reflete-se vagamente e fantasticamente pelos sonhos e seu conhecimento. Agora sendo que nada pode ser perdido em qualquer plano, mas apenas mudado na aparência, a substância interna dessa forma de vida de fato cria monstros, em parte materiais, que os doutores da Idade Média chamavam íncubos ou súcubos de acordo com suas funções masculina e feminina. Estes também, criaram crianças em mulheres, mas não o contrário, para o súcubo, pois todas suas funções femininas são tão masculinas quanto as de seu irmão. Destes amantes monstruosos alguns até se tornaram famosos na terra como aquele que tentou Santo Antônio, e o anjo que brigou com Jacó num lugar chamado Paniel. Também Merlin era a criança de um íncubo, e assim foram criados muitos heróis da antiguidade.

Considere isto.

As primeiras linhas desta seção descrevem a teoria básica por trás da emissão sexual, também as emissões sexuais ejetam tanto para o reino físico quanto astral um grau de força de vida ou Ojas. Esta força, quando não controlada pela vontade, tende a operar de uma maneira descontrolada, criando uma variedade ampla de formas baseadas no estado de sonho que é associado com o orgasmo sexual. Uma das criações resultantes é o íncubo, que representa uma forma de estímulo sexual que é criado pelos sonhos associados com as emissões sexuais, isto pode ser formado durante o sono ou estados despertos. Se propriamente controladas, tais criações são de grande valor para realizar trabalhos Gama e Epsilon dentro das esferas astrais sem intervenção física bem como outras possibilidades mágickas.

Sobre o Trabalho dos Adeptos

Não é apenas uma provação e como uma preparação para, a maior chave que é dada ao iniciado do Santuário da Gnosis é o IX OTO, mas por sua própria graça e o valor prático e permanente de seus efeitos como um trabalho menor para ser realizado por Epópetas – e muito mais por Pontífices – dos Iluminatti. E este trabalho é triplo …

1. Devoção ao mais alto intensificada em todos os planos até que se acumule em união conjugal ratificada por todos Deuses tão firmemente que a própria morte é o portal para seu mais pleno e permanente desfrute. E a alma é para criar-se como uma criança para a nova encarnação sobre o corpo da grande Deusa. Como está escrito, assim deve ser falado sobre ti!

“Ó Tu tens formado teu pai e feito fértil tua mãe.”

2. Aceitação da devoção de um ser inferior ou parcial tal como uma ninfa ou um elemental de tal maneira que por meio desta seja redimida e feita uma perfeita alma através da morte que deve ser paga como preço pela união com o homem.

3. A creação deliberada e bem considerada de novas ordens de seres.

Esta seção, descrevendo o trabalho do adepto, resume os trabalhos básicos que devem ser completados com sucesso como parte das aplicações práticas primordiais da Magia Sexual. A primeira seção descreve o procedimento por meio do qual, através de congresso sexual com formas astrais, relacionados aos caminhos e às Sephiroth, uma nova forma é criada, um novo eu; o Eu Verdadeiro é criado e moldado e nasce através da consciência do velho eu. A seguir, o mago usando as técnicas de íncubos e súcubos toma um elemental ou ser parcial para atingir certas tarefas, reforçar sua vontade e explorar os mundos inferiores. O resultado final deste processo sendo a aceleração do crescimento do elemental e sua graduação, na morte, aos rincões inferiores da corrente de vida humana.

A seção final sugere todo o trabalho realizado pelo mago durante os estágios primários de seu treinamento tântrico, mesmo o processo inteiro, a criação de novas ordens de seres.

Casamentos Maiores
1. O meio supremo está plenamente declarado nas publicações da fraternidade augusta mais sagrada Astrum Argum – Liber XI e Liber DLV.

2. Seu outro método é sugerido a cada ocasião antes do sono : que o adepto imagine sua Deusa diante dele, mantendo-a ardentemente na imaginação e exaltando-se com toda a intensidade em direção a ela. E que ele considere todos movimentos involuntários da mente como adultério, vil e criminal. Logo, com ou sem assistente, que ele purifique-se livre e plenamente, ao final do comedimento treinado e ordenado até a exaustão, concentrando-se sempre ardentemente sobre o corpo de sua grande Deusa e que a oferenda seja preservada em seu templo consagrado ou num talismã especialmente preparado para essa prática. E não deixe o desejo por qualquer outro entrar em seu coração. Então será no final que a Grande Deusa descerá e vestirá sua beleza em véus de carne rodeando sua fortaleza casta do Olimpo para teu assalto, Ó Titã, filho da terra ! Ou pelo menos isto sendo negado a ti, ainda que toda tua vida em coração e espírito sendo Dela tua morte será a consumação desses noivados, uma entrada no palácio fechado de tua dama. E de tais desposamentos deves tu ler no Liber CCCXVIII, mais especificamente no nono e segundo Aethyres. É de se notar de tudo isso que tanto Deus quanto a Alma são macho ou fêmea conforme a conveniência requerer. Veja, por um curioso exemplo, o tratado místico chamado Bagh I Muattar.

Os métodos básicos de magia devocional estão descritos no Liber Nu e no Liber Had, eles são a base para todos os trabalhos devocionais dentro da Astrum Argum como sugere a seção acima. O segundo método de magia devocional está então descrito para estudantes mais avançados, sendo baseado no uso de técnicas Beta ou magia masturbatória. Por meio da qual a imagem formada é a do Deus(a) para o qual o iniciado aspira, como sugere o último verso esta figura pode, na realidade, ser de qualquer sexo ou forma que a preferência ditar. (O Bagh I Muattar é um texto místico homossexual). Este método é apenas bem sucedido se todos os pensamentos forem focalizados na imagem da devoção e se o orgasmo for disparado apenas quando a mente estiver totalmente consumida pela forma divina. Embora uma ampla variedade de formas divinas possa ser usada, sendo que o treino é o aspecto devocional de Hadit e Nuit, todas imagens usadas devem refletir a relação entre Ain e Kether, de acordo com o entendimento pessoal de sua interação.

No Liber CCCXVIII : A Visão e A Voz, a matéria de devoção às supernais através de meios sexuais e místicos é discutida no segundo e nono Aethyres.

Casamentos Menores

Esta matéria é fácil, pois as almas dos elementos constantemente desejam esta salvação. Mas que o adepto esteja alerta.

1. Que ele escolha sabiamente uma alma razoável, dócil, apta, bela e de todas as formas merecedora de amor.

2. Que ele nunca caia do amor para com a Grande Deusa em amor a esse inferior, mas dê apenas como mestre e de sua compaixão, sabendo que isso também é serviço a sua alta Dama acima.

3. Que de tais espíritos familiares, ele tenha apenas quatro. E que ele regule seu serviço, apontando horas para cada um.

4. Que ele os trate com gentileza e firmeza, estando de guarda contra seus truques.

Estando dito isto, é suficiente, ou tê-los é, mas as dores de chamá-los de seus lares. E os espíritos das tábuas elementais dadas pelo Dr. Dee e Sir Edward Kelley são os melhores, sendo muito perfeitos em sua natureza e fiéis, afetivos (sic) pela raça humana. E se não tão poderosos, eles são menos perigosos do que os espíritos planetários, pois estes são tempestuosos e distraindo-se as estrelas são facilmente perturbáveis e afligíveis. Logo, chame-os pelas chaves de Enoch como estão escritas no livro que conhecemos e que seja após as chamadas e evocação pela varinha e que a essência da varinha seja preservada dentro da pirâmide de letras que fazem o nome do espírito. Agora a menos que seja bem experiente na arte mágika, tu não deves ousar convocar os três grandes Deuses da grande tábua ou o rei serpente, ou os seis senhores majestosos, ou até mesmo os Deuses das cruzes do calvário nos ângulos menores. Mas o governantes Querúbicos, tu na verdade e amen, há teus parceiros, e tu podes mais seguramente convocar os assistentes dos ângulos menores. E aqueles que forem noviços nesta arte devem mais sabiamente convocar apenas o trigrammaton ou os sub-elementos.

Aqui temos uma clara descrição para o trabalho com elmentais, quer entendamos eles como forças externas ou facetas internas da consciência externalizadas, devemos tratar com cuidado e compreensão. Pois em troca por seus serviços eles atingirão uma medida de consciência humana através de sua experiência com nossas naturezas. Associado a isto os quatro requisitos são listados claramente acima bem como um lembrete de que estes são seres inferiores e eles nunca devem ser colocados numa posição que obstrua nossas metas e ganhos espirituais.

Para o tipo de elemental ou espírito que é melhor usado, é sugerido o sistema de trabalho Enochiano de John Dee , este sistema está descrito em muitos textos derivados da Ordem Hermética da Aurora Dourada (Golden Dawn) com outras versões preferidas no quinto volume de “Filosofia Mágika” (Magickal Philosophy), de Denning e Phillips e num estilo mais teatral e menos preciso, na Bíblia Satânica de Anton LaVey. Sistemas planetários tais como o de Franz Bardon (Practical Evocational Magic) também são úteis mas devem ser usados com extremo cuidado, pois como mencionado acima, os espíritos são mais tempestuosos e facilmente perturbadas e aflitas estrelas no preparo.

Sobre o Novo Santo Reino

Está escrito no papiro de Nes Min que o sol falou em seu nome Tum e disse: ‘Eu copulei com meu punho, eu emiti sêmen na sombra, eu ejaculei na minha boca, eu emanei prole como Shu, eu verti identidade como Tefnut. Shu e Tefnut revelaram a meu olho…eu chorei sobre eles, a humanidade veio à existência das lágrimas que corriam de meu olho. Shu e Tefnut revelaram Keb e Nut, Keb e Nut revelaram Osíris e o cego Hórus e Set e Ísis e Nephthys da barriga, um após o outro, e eles revelaram suas multidões nesta terra.’ e novamente ‘Eu copulei com meu punho, meu coração veio a minha mão, o sêmen caiu em minha boca. Eu emanei prole como Shu, eu verti identidade como Tefnut, de um deus eu era três deuses…’

Portanto o sol formou macho e fêmea, cujas crianças são a terra e o céu, cujas crianças são os cinco elementos ou Tattvas, dos quais todas as coisas visíveis são feitas, que os adeptos façam dois talismãs, puro masculino e feminino, sem mistura de qualquer dos princípios inferiores que eles consagrem-se como o sol, e vertam vida sobre eles vivificando eles desta maneira, então eles devem se unir, fazendo sobre eles um novo céu e uma nova terra, cuja união deve originar elementos e multidões de seres para viverem e amarem em liberdade debaixo de sua luz, como um grupo de vrigens cantando louvores entre as chamas da glória pelas quais o Senhor abriu sua boca, cujos trabalhos devem ser uma canção de honra e o louvor de seus Deuses em sua creação.

O trabalho do adepto como descrito nesta seção é baseado na simples formação de dois talismãs, nos quais são isolados os arquétipos masculino e feminino pelo uso de Alfaísmo estes são ativados e trazidos à vida. Portanto quando eles são unidos uma união dos arquétipos masculino e feminino é experimentada na consciência. Esta união realiza a união de várias faculdades dos lados esquerdo e direito do cérebro que até agora estiveram separadas devido às limitações sexuais da fórmula de Osíris. Esse processo pode levar um longo período de trabalho mágiko mas o resultado é a androginização da consciência, o despertar interno de Baphomet.

Sobre a Danação

Lembrem-se, queridos amados, adeptos perfeitamente iluminados do Aeropagus Secreto, que do começo dos votos de sua iniciação têm invocado sobre vocês a mais amedrontadora de todas as penalidades de desobediência. Pois tão logo vós tenheis erigido qualquer coisa natural e comum numa fórmula de magia, tão logo vós excitais a corrente contrária. Portanto, enquanto cada criança lê e fala livremente dos pilares do templo do rei Salomão pelo nome, os maçons ousam não mais do que letrá-los sem precaução. E enquanto o homem privado possa falar mal do rei blasfêmia de Deus sem risco, ainda o servo do rei, e o ministro de Deus, podem agasalhar-se com reverência mesmo que esta possa não estar em seu coração, por esta razão que eles invocaram o rei e Deus como espada e escudo de sua própria autoridade.

“Ó você, então,se ousou usar essa força do falo sagrado, seu abuso é fidedigno e mortal. Para o homem da terra pouco importa se ele sofre polução noturna ou entrega-se a indolências, para vocês que são adeptos é ruína absoluta ou toda aquela força que passa sob seu controle, a menos que tão dirigida e fortificada pela sua vontade é como um soldado leal, fiel até a morte é como artilharia abandonada que é capturada pelo inimigo e jogada contra vocês, um tiro certeiro sobre vocês e toda a fortaleza que sua herança de Deus, e sua própria arte sagrada que a construiu sobre vocês, não tem força para resistir este assalto traiçoeiro. Estejam alerta portanto, por obsessão, desperdício corpóreo e doença, loucura e mesmo assassinato sobre vocês pode ser inflingido pelos motores que vocês forjaram para o serviço da humanidade e para a glória do Senhor, deixados à malignidade do demônio que pode voltá-los para sua própria destruição.”

Esta seção é clara, qualquer mago que pisa no caminho da Magia Sexual e então abusa de sua sexualidade planta a semente de sua própria destruição. Dois dos abusos mais comuns são o uso da sexualidade por desejos mundanos ao invés de finalidades espirituais e permitir ocorrerem emissões noturnas que poderiam ser controladas através de técnicas Alfa.

Uma reprovação

Escuta então, queridos amados, esta reprovação, primeiro, reforça o máximo poder de comedimento pela prática diária como é ensinado pelos hindus e árabes, mestres desta ciência, em seus livros.

Shiva Samhita

Hatha Yoga Pradipika

Kama Sutra

Ananga Ranga

O Jardim Perfumado do Sheik Nefzzawi e muitos outros.

Segundo, evite os perigos da inadvertência pela prática constante e regular dos trabalhos maior e menor do Epópeta e Pontífice dos Iluminatti e do Mistério do Reino Novo e Santo.

Terceiro, durma sempre num círculo consagrado ou numa sala cheia de imagens sagradas diante de cuja glória os poderes da escuridão tremem todos os dias. Tais imagens são :

1. O Sol

2. O Falo Sagrado

3. O Grande Selo de Babalon

4. A Estéla da Revelação

5. O Grande Selo da OTO

6. O Grande Selo de Baphomet

7. A Imagem de Babalon

8. O Olho com o Triângulo

9. A Rosa Cruz

10. As Imagens de Harpócrates sobre a lótus ou de pé sobre crocodilos

11. A Imagem de Babalon com a referência fálica ‘Om Mani Padme Hum’

12. A Figura de Ísis com Hórus

13. O Crucifixo, mas apenas se seu significado solar-fálico esteja firmemente aparente e seja um escudo sigiloso contra o vulgar.

14. Talismãs apropriados para a questão.

15. Uma chama viva

16. Os símbolos e insígnias da OTO que seu grau intitula-te a usar. Anéis mágikos e colares também podem ser vestidos noite e dia.

Os rituais de defesa e proteção devem ser praticados com perfeição. Todos as excreções corporais, como unhas e cabelos cortados devem ser queimados, a saliva deve ser destruída ou exposta ao sol, a urina e fezes devem ser descartadas de maneira que nenhuma outra pessoa obtenha a posse delas. também é desejável, na teoria, que o linho não deve ser lavado por estranhos e que roupas velhas não devem ser dadas aos pobres até algum tempo após seu último uso. Mas muitas vezes estas precauções não são necessárias, apenas se estiver engajado em operações de maior importância é indispensável observá-las.

Esta seção descreve, em síntese, as facetas básicas do mestre da Magia Sexual dentro das tradições tântricas do Santuário, no começo sugere-se que um conhecimento mais forte da teoria e prática da Magia Sexual é imperativo, os textos esquematizados ainda são alguns dos melhores livros disponíveis, alguns outros incluem os de Sir John Woodroffe (Arthur Avalon) e os trabalhos de Kenneth Grant (exemplos de seus trabalhos incluem o Culto das Sombras, Aleister Crowley e o Deus Oculto, O Lado Noturno do Éden, A Revivência Mágika, Imagens e Oráculos de Austin Spare, Os Círculos do Tempo e a Fonte de Hecate) estes últimos textos devem ser estudados com uma visão crítica, embora eles tenham grande valor, eles tendem a abundar com cegueiras e, por assim dizer, erros deliberados. Além do conhecimento destes assuntos o mago deve estar em trabalho constante, especialmente a respeito da magia sexual devocional (Bhakti Yôga ou Casamento Maior), trabalhos com elementais (Casamento Menor) e androginização (Reino Sagrado).

A respeito de seu modo de vida, o mago deve saturar sua vida com estudos e imagens relacionadas ao seu trabalho para programar sua consciência com a carga correta de informação esotérica. Listadas acima estão as imagens que são melhor usadas em tal processo, seria notado o fato de que nenhum dos sigilos da Astrum Argum são listados, isto é porque este documento foi publicado pela OTO e não pela Estrela de Prata. Contudo, quaisquer sigilos da OTO/AA ou ordens correlatas podem ser incluidos na lista acima.

Seguindo-se disto, autodefesa psíquica é uma boa idéia, mas como sugerido, medidas extremas apenas são úteis durante trabalhos de maior importância. A paranóia não é uma boa companheira da prática mágika.

Sobre a Dissimulação desta Instrução

Agora a respeito desta investida, pode ser que certos julgamentos aqui contidos tenham coisas monstruosas ou extravagantes, deixe-os considerar isso como um deleite de sua própria intuição e apreensão e mais ainda, como a grossura do véu que ainda está entre este aerópago e o Santuário da Gnosis. Pois perfeitamente iluminados vós sois, amada irmandade, pense nisso, que possa haver mais escuridão do que toda vossa luz. Amen. E amen. E amen de amen. Vós sois grandes pelo sinal, eu troco com vocês o símbolo, eu sussurro a palavra como eu a recebi e não de outra maneira, eu invoco sobre vós a luz de nosso Senhor, o Sol, eu confiro sobre vós a benção de nosso Senhor Therion, pelo nome de ON e pelo nome de AMEN, eu convoco os poderes da Vida, do Amor e da Liberdade sobre vós. E possa a glória do Santuário da Gnosis brilhar através do véu e a ostentação do banquete Graal passar novamente diante de vossos olhos ! Ave, Irmandade, amados do mais alto, Ave, Adeptos perfeitos e iluminados do nosso aerópago secreto, triplo Ave, Pontífices e Epópetas dos Iluminatti, Ave e adeus ! Pelo nome de Babalon e da Besta unidos, do salvador secreto e de IAO.

Apêndice

Nos livros sagrados de Thelema constantemente aparecem as núpcias de Deus e do homem.

Veja o Liber LX (1): 20, 22-28, 47-48, 64-65; (2) : 4-16, 30-31,45-46, 50-54, 57-61; (3) : 31-36, 40-54, 60, 63-65; (4) : 1-5, 7-9, 24, 30-40, 42-56, 61-65 e (5) : 8-12, 21-24.

Conclusão

O documento ‘Dos Casamentos Secretos dos Deuses com os Homens’ foi originalmente publicado como um documento do 8º grau da OTO e deve ser entendido neste contexto. Originalmente a Astrum Argentum era uma ordem de treinamento em Magia, a OTO ensinava um sistema religioso de Magia Sexual e a Igreja Gnóstica Católica era uma aplicação religiosa dos ensinamentos de ambas estas ordens em conjunto. Após o óbito de Aleister Crowley e várias mudanças antes de sua morte, a Astrum Argentum tornou-se uma ordem astral e vários clamaram seguir com a tradição da OTO. Não temos nenhum interesse de entrar num debate a respeito de linhagem exceto dizer que a experiência é mais importante do que qualquer clamor histórico de fama. O vórtice astral da Astrum Argentum ensina Magia Sexual, que é um sistema científico do Tantrismo, enquanto que o Tantrismo religioso é deixado para aplicação pessoal.

Este novo sistema permite a plena aplicação da injunção “O Método da Ciência, a Meta da Religião” e uma completa exposição da Magia Sexual era encontrada dentro deste grau. Os títulos religiosos tais como Casamentos Maior e Menor, o Novo Reino e tal são usados dentro da ordem mais por prática simbólica do que verdadeiramente religiosa. Portanto, o Casamento Maior é mais aplicável dentro dos Libri Nu e Had, o Casamento Menor com as instruções do Betaísmo e o Novo Reino como uma combinação de Gama e Epsilon de acordo com a interpretação talismânica. O material de fonte dentro deste documento deve ser estudado diligentemente, não menos, pois oferece um resumo excelente da teoria tântrica bem como algumas novas introspecções interessantes sobre os procedimentos da Magia Sexual. Todo mago deve mergulhar profundamente em todas fontes disponíveis bem como realizar um estudo dos vários textos disponíveis sobre Tantrismo, usando as chaves do Santuário providas dentro deste estudo, para que todos os magos possam sentir a luz da Verdadeira Vontade e verdadeiramente tornarem-se adeptos perfeitamente iluminados.

Os Mistérios da Fênix

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O Simbolismo da Fênix

A Fênix era o pássaro simbólico do retorno, representando vários ciclos de tempo como ensinado nas antigas escolas de mistérios. A Fênix era a constelação na qual Sothis (A Estrela de Set) era a estrela principal. Como uma constelação provavelmente correspondera à de Cygnus e Aquila, a Águia. Tanto o cisne quanto a águia eram representações de Bennu ou pássaro do retorno. Estes podem ser encontrados representados nas tradições mais antigas de formas similares. a Fênix dos romanos era a Águia, enquanto que a alternativa dos Hindus e Sumérios (Yezidi) foi o Pavão.
De acordo com Plinius, a vida da Fênix tem direta conexão com o ano maior do ciclo de renovação, a duração deste ciclo, no qual as estrelas e constelações retornam a suas posições originais, varia de acordo com diferentes autoridades. Um prescreve um período de 666 anos, outro, de 1461 anos, sendo este período o específico do ciclo de Sirius. Heródoto afirma que a Fênix ressurge a cada quinhentos anos, dando ele, portanto, este número como a duração do ano maior de retorno cíclico.
Os adoradores de Set eram os astrônomos mais eruditos do Antigo Egito, havendo rumores de eles terem sido os construtores da Grande Pirâmide. Eles estavam informados do ciclo de recessão e calcularam-no como um período de 52 períodos da Fênix, sendo cada um destes de quinhentos anos. Portanto, de acordo com o Sacerdócio de Set original, o Grande Ano tinha 26 mil anos.
A Fênix era conhecida como “A Dupla Trilha”, a ave do retorno e a eterna vindoura e, como tal, era representada na Ordem da Aurora Dourada (GD) como o Mestre que empunhava a vara da Fênix. Este título específico é também mencionado no terceiro capítulo do Livro da Lei e é de relevância específica como expressão da fórmula dinâmica de Thelema e Agape na magia sexual moderna. No Egito, a ave Bennu ou Fênix era representada pelo Heron ou Falcão e sendo que o falcão dourado era visto como o veículo solar e fálico de Hórus, podemos ver a relação direta com a mensagem do Livro da Lei e a comunicação de Aiwaz.
A Fênix era escolhida como um glifo do Cajado Duplo (Double Wanded One) porque simbolizava retorno cíclico ou aeonico. O Aeon renova-se como a Fênix e portanto a relação entre estes dois conceitos dá algum crédito a uma mensagem interna por trás de Thelema. A mensagem interna está baseada no fato de que o primeiro herói celestial não foi o Sol, mas o conquistador do fogo solar, representado pela estrela Cão (Canis) não apenas como um Senhor do Fogo mas como um governante do fogo. Portanto, quando o Sol achava-se no signo de Leão e o calor africano estava perto do intolerável, Set como a Estrela Cão ou Set/Hórus (Orion) ascendia. E então quando o Sol atingia sua altura máxima e começava a declinar, a Estrela Cão de Sirius e os gêmeos Hórus/Set (Orion) eram adorados como conquistadores das causas de tormenta. O Deus Set que derrotou o Leão do Sol e trouxe a cheia do Nilo era o arauto das transbordantes águas de Nuit que salvam as terras de aniquilação.
Em termos esotéricos, Set é a besta que salta do sol ou Falo e ascende como a Fênix do dilúvio das águas cósmicas que irradiam de Nuit através do abismo em direção aos mundos ou dimensões mais baixas. Crowley restaurou a tradição Draconiana mais antiga e o culto sem nome que se espargiu além dos Aeons e trouxe a humanidade para o limiar dos diversos ciclos Aeonicos. Estes ciclos são preparatórios para a ascensão do ser humano, como uma Fênix, em um novo estado de ser, o Homem Superior.
Para entender plenamente a mensagem do pássaro Bennu, devemos primeiramente examinar na Qabbalah esta fascinante criatura e sua relação com a formação do Homem Superior e as vindouras correntes de energia.

Análise Cabalística da Fênix

Antes de podermos entender verdadeiramente as atividades da Fênix como a ave de dupla vara na Árvore da Vida, devemos estruturar a Árvore duma maneira que nosso conjunto de imagens seja coerente dentro desta forma de simbolismo.
Primeiramente, dividamos a Árvore em três formas de correntes de energia : Estelar, Solar e Lunar.
1. Forças Estelares :
Substância Raiz : Set, Nuit ou Ain.
Força Oculta : Hadit ou Kether.

2. Forças Solares :
Substância Raiz : Therion ou Chokmah
Aspectos Planetários :
Hórus / Set (modo superior de Tipheret)
Osíris / Typhon (modo inferior de Tipheret)

3. Forças Lunares :
Substância Raiz : Babalon ou Binah
Aspecto Planetário : Ísis / Hecate ou Yesod
Este sistema de divisão formula a Árvore da Vida de tal modo que reflete as formas trinas de Força Cósmica. As Forças Estelares irradiam dos Supernais e usando a substância raiz de Therion e Babalon formam as correntes Solar e Lunar na Árvore. A corrente Solar é formada pela Cruz Circular Cósmica, sendo a força de Tipheret dividida em quatro pólos :
A Metade Superior é composta de Hórus e Set em seus modos solares. Eles recebem as forças das Supernais e as irradiam para os mundos inferiores via esfera Lunar.
A Metade Inferior é composta da egrégora solar (ou mente-grupo) deixada pelo Aeon passado, é sombreada pelas forças do topo, mas ainda tende a influenciar a radiação da força.
Esta dualidade Topo/Fundo traz à mente a necessidade imperativa de reavaliar e reinterpretar os ensinamentos do velho Aeon sob uma nova luz ao invés de rejeitá-los duma só vez.
Esta ação redime as energias do centro inferior de Tipheret e alinha-as com a nova corrente. Embora energia seja irradiada de Binah nas esferas Lunares, a maior radiação de força no centro Lunar é através da Cruz Circular Solar.
Esta radiação é importante pois focaliza o mediante de energias no Centro Sol da Criança Coroada e é nesta localidade que o mistério da Fênix começa.

Irradiações de Energia

As energias irradiadas dos Supernais entram em Tipheret através das águas do Abismo, aqui a energia é filtrada e adaptada e aquelas vibrações afins com a esfera Lunar são irradiadas através dos Caminhos para o vórtice Lunar. Estes centros de irradiação energética estão no centro de Tipheret, a Criança Solar ou Hórus, que forma o glifo externo da Fênix. Hórus ou Heru-Ra-Ha é o Senhor do Duplo Cajado, cuja imagem exotérica é solar em orientação. Entretanto, esta é apenas uma aparência, a verdadeira natureza da Fênix é encontrada dentro dos aspectos mais escuros deste ícone. Por assim dizer, sua natureza real é Ain ou Set.
Isto é óbvio na imagem do Pavão como usada pelos Yezidis Sumérios. A Fênix suméria era simbolizada pelo Pavão, pois cada uma de suas penas contém um “olho”. A numeração de “olho” é setenta ou Ain.
A Fênix em todas suas formas, é o distribuidor central de energia da Árvore da Vida, suas formas estendendo-se por toda a criação através de Hórus e para o Nada através de Set. Sua forma, então, cria uma ponte entre os ciclos a partir da manifestação em direção à dissolução.

A Ressurreição da Fênix

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Em mitologias antigas, a Fênix lança-se sobre as cinzas de civilizações caídas para nascer novamente. Esta imagem forma o aspecto mais importante da análise cabalística do pássaro Bennu. Conforme manifesta-se o Novo Aeon e as forças de Set irradiam-se mais forte do seio de Hórus, a Fênix ergue-se de seu local em Tipheret e move-se para os mundos superiores, e conforme ocorre este movimento, a onda de vida é arrastada através do Abismo e os escombros da civilização caída são deixados para trás. Conforme ascende, suas asas englobam Babalon e Therion, que são então unidos em seu peito como Baphomet, Pan, Hadit ou Kether (andrógino). Aqui, agora, Hórus torna-se o Senhor da Criação e, ainda, o ciclo não está completado. Hórus como Hadit afoga-se na eternidade de Set (Nuit) e o Universo retorna para o sono cósmico (Pralaya). Apenas aqueles que entraram na Fênix podem alcançar o Presente de Set, apenas aqueles que se tornaram imortais através do poder da Vontade podem atingir o Dom da Verdadeira Vontade. Este processo envolve um pleno entendimento de práticas esotéricas da Fórmula da Fênix.

Aspectos Esotéricos da Fênix na Magia Sexual

Para questões de fisiologia a Fênix é conhecida como “A que retorna” e era representada pelo Íbis, que era o veículo de Thoth, o Deus da Magia e da linguagem escrita e falada. De acordo com Plutarco, o íbis instruiu a humanidade na lavagem anal, que a própria ave realizava com seu bico. Este fator é imperativo a respeito da aplicação da fórmula da Fênix no décimo primeiro grau da OTO e o grau de Epsilon dentro do sistema da Astrum Argum. Este grau envolve o reverso do processo copulativo “normal”.
É válido saber que os Altos Sacerdotes do Egito conhecessem o Pássaro Bennu ou Fênix, e nenhum outro, como o portador da essência vital, conhecida como “Trilha”, sobre a qual dizia-se originar numa região secreta e inacessível. A “Trilha”, em inglês ‘Hike’, pode ser igualada à Hekt egípcia, à Hecate grega e à germânica Hexe, portanto, podendo se ver os poderes mais obscuros da fórmula.
Crowley assumiu o título de Fênix ao alcançar os graus mais altos da OTO, mas apenas internamente à ordem. Em público, ele tomou o título de Baphomet. Estes dois combinados dão informações avançadas da fórmula. Num texto de caixão antigo do Egito, o Livro dos Mortos, a alma Triunfante exclama…
“Eu venho da Ilha de Fogo, tendo preenchido meu corpo com a Trilha, como aquele Pássaro que preencheu o mundo com aquilo que não conhecia.”
Crowley descreveu a Fênix de Thelema como aquela que irá surgir dos escombros da civilização, num breve mas potente trabalho entitulado “O Coração do Mestre” (The Heart of the Master). Aqui vemos a mistura de ambas a fórmula da Fênix e seus papéis no progresso cabalístico pelos Aeons. De acordo com Heródoto (Livro 11:58), os egípcios celebravam o retorno anual da estrela Sirius com ritos caracterizados por cópula anal (algum tempo depois, corrupções apareceram e celebrações com cópula bestial também eram usadas). Crowley, estudando a fórmula anal, descobriu seu uso em arcanos ocultos de magia e ensinou-os como os Mistérios do décimo primeiro grau da OTO (Epsilon). Esta fórmula permaneceu mais poderosa do que outras alternativas devido ao seu uso especial e simbólico com membros de cada sexo, mas especialmente em atividades homossexuais.
O deus oculto, Set, representado por Sirius, a Estrela Cão, tipificou esta fórmula peculiar dos Mistérios. É neste sentido que Crowley, em conclave secreto com Frater Achad, assumiu o título esotérico de Fênix em 1915. Sendo a Fênix a ave do retorno cíclico, que administra sua própria cloaca, é portanto um símbolo importante de ambos aspectos, místico e físico, dos Mistérios. Dion Fortune nota que Vênus ou emoção é finalmente transcendida em Sirius e portanto, vemos a nova forma de “Love Under Will” (Amor Sob Vontade) expressa na fórmula da Fênix. John Mumford, um expert neste campo, tinha o seguinte a dizer em seu livro “Ocultismo Sexual” (Sexual Occultism) :

“ A tradição secreta do Tantra Mágiko ensina que o ânus é uma zona erógena ultrasensível, diretamente ligada ao Muladahara, o chakra básico. Oculto dentro da base do chakra enrolado e enroscado, como uma mola, jaz o poder primal do sistema nervoso, manifesto como a deusa serpente, Kundalini.
A palavra ‘esfíncter’ significa um nó ou faixa e é derivada da mesma raiz grega de Esfinge, a besta mitológica, epítome dos mistérios ocultos. O mestre do sexo tântrico abre o esfíncter anal de sua Shakti, solucionando então o enigma da Esfinge.”

O intercurso anal é um método específico de despertar a Kundalini. Uma referência ao texto de anatomia de Gray revela a existência de uma glândula oval irregular entre a parede retal e a ponta do osso caudular ou cóccix, chamada “o corpo coccígeo”, embora sua função seja desconhecida para o fisiologista ocidental. Em Magia Sexual é conhecida como a “glândula Kundalini”. A ativação sexual desta glândula é direta e rápida através da dilatação do esfíncter anal com um efeito reflexo consequente sobre os dois ramos do sistema nervoso autônomo. Além de alterar o sistema nervoso autônomo, o intercurso anal resulta em ejaculação de sêmen no reto que nutre a glândula Kundalini e desperta os fogos internos.

Trabalho Astral e Fisiológico da Fênix

phoenixeangrayO mago deve gastar seu tempo assumindo a forma da Fênix, este trabalho começará a realizar muitas mudanças na consciência e na atitude psicológica. Conforme o mago cria a imagem astral ele deve desenvolver uma atitude mental específica em conjunto com sua assunção, todos os aspectos da vida devem ser vistos como escombros diante da Fênix. Conforme a imagem surge na tela mental as ocorrências da vida rotineira diária e as memórias e imagens que relampejam pela mente devem ser vistas como escombros abaixo da Fênix ascensa. A combinação de visualização e atitude mental devem ser continuadas em relação à outra fórmula da Fênix.
A assunção ritual da forma da Fênix deve também ser realizada, os braços devem ser vistos como asas, a boca como o bico e assim vai até que tenha ocorrido uma transformação total na tela mental. Estes processos devem ser praticados até que um alto grau de eficiência tenha sido atingido, podendo então ser seguidos pela Missa da Fênix.

A Missa da Fênix

A Missa da Fênix é um ritual simples que afirma a identidade do mago como a Fênix / Humano Superior, o que ergue-se acima da vida para se tornar mais que humano. Deve ser realizada regularmente, mas não freqüentemente e com fortes exercícios preliminares. A receita para os pães de luz é encontrada no terceiro capítulo do Livro da Lei.
O uso de sangue dentro deste rito é importante por mostrar os ciclos de criação e dissolução, o eterno ciclo de recorrência que o mago percebe e do qual se liberta.
Uma variação deste ritual é fazê-lo apenas com sêmen ou fluidos sexuais. É uma boa idéia experimentá-lo de ambas as formas por um período de tempo, meditando na natureza da vida em suas variadas formas tais como sofrimento e alegria, como recorrência eterna e como força imortal.

Conclusões

A Fênix é um símbolo vivo e potente do desenvolvimento humano dentro do Aeon de Hórus. Junta uma larga amplitude de simbologias e práticas, sugerindo tanto o mistério do intercurso anal e a transformação da Árvore da Vida no contexto Aeonico. O uso pessoal e iniciático da Fênix como um símbolo do Humano Superior e como uma fórmula prática é central para a Magia. Contudo, será de muito trabalho e prática a plena integração da energia da Fênix.
Assim como a Fênix ascende, nós também podemos ascender sobre as ruínas da vida superficial e do pensamento diário para o santuário escuro da eternidade da Vontade, onde a Fênix governa num ninho de fogo escurecido no qual os limites de nossas mentes e corpos são queimados e a Pura Vontade, imortal, perfeita e livre de propósito é forjada.

LIBER XLIV
— A MISSA DA FÊNIX —

O mago, com seu peito nu, está diante dum altar no qual estão seu punhal, sino, turíbulo e dois pães de luz.

No sinal do entrante ele alcança o oeste através do altar e grita :
“Salve ! Ra, que vais em tua barca em direção às cavernas que a escuridão marca !”

Ele dá o sinal do silêncio e toma o sino e o fogo em suas mãos dizendo :
“Leste do altar veja-me de pés no chão, com luz e música em minha mão !”

Ele bate no sino onze vezes (333-55555-333) e põe fogo no turíbulo, enquanto profere :
“ Eu sôo o sino, eu acendo a chama, sou eu quem inflama o misterioso nome ABRAHADABRA.”

Ele soa o sino onze vezes novamente e diz :
“ Agora começo a orar.
Tu, criança, teu nome é sagrado e imaculado.
Teu reino já está neste lugar.
Tua Vontade está feita.
Aqui estão o pão e o sangue
Leve-me ao Sol através da meia-noite.
Salve-me do mal e do bem.
Que tua Coroa de todas as dez, aqui mesmo e agora, seja minha.
Amen.”

Ele põe o primeiro pão de luz no fogo do turíbulo.
“Queimo este pão como incenso, proclamo estas adorações de teu nome.”

Ele usa os pães como no Liber Legis e novamente soa o sino onze vezes.
Com o punhal ele faz então, sobre seu peito, o sigilo do triângulo solar apontado para cima. Então profere : “Cuidado ! Da mente este peito sangrento, talhado com o signo do sacramento.”

Ele põe o segundo pão de luz na ferida :

“Eu estanco o sangue, o pão o enxuga e o Sumo Sacerdote invoca.”

Ele come o segundo pão :
“Este pão eu como, este juramento profiro enquanto inflamo-me em adoração. Não há culpa, não há benção, esta é a Lei. Faze o que tu queres!”

Ele bate no sino de novo onze vezes e grita :
“ABRAHADABRA !
Eu entrei com desgosto e júbilo.
Eu agora me vou satisfeito por realizar meu prazer na terra entre as legiões dos vivos.”

E o mago se vai.

Notas

Na versão em inglês os versos rimam, tornando a cerimônia muito mais eficaz com seu lirismo. A rima também ajuda como recurso mnemônico, tornando o rito fácil de se decorar após uma ou duas vezes de executado, sendo que ao ser feito decorado é possível dar mais ritmo e espontaneidade ao andamento do mesmo, aumentando também a eficácia.
Em português já é mais difícil manter a rima em conjunto com o sentido que se quer dar às palavras. Quando possível, a rima foi mantida na tradução, mas quando a rima prejudicou a tradução, deu-se preferência a esta, porque as idéias assim fizeram mais sentido.

Há várias edições do próprio Crowley. Para um exemplo das primeiras versões, veja “Magick”, apêndice VI, editado por Symonds e Grant, Samuel Weiser, 1973 e várias outras edições.

Para facilitar a vida daqueles que desejem praticar a Missa da Fênix original, vai abaixo a versão em inglês.

LIBER XLIV
— THE MASS OF THE PHOENIX —

The Magician, his breast bare, stands before an altar on which are his Burin, Bell, Thurible, and two of the Cakes of Light. In the Sign of the Enterer he reaches West across the Altar, and cries :
“Hail Ra, that goest in thy bark
Into the caverns of the Dark! “

He gives the sign of Silence, and takes the Bell, and Fire, in his hands.
“East of the Altar see me stand
With light and musick in my hand!”

He strikes Eleven times upon the Bell (333 – 55555 – 333) and places the Fire in the Thurible.
“I strike the Bell; I light the Flame;
I utter the mysterious Name.
ABRAHADABRA !”

He strikes eleven times upon the Bell.
“Now I begin to pray:
Thou Child, Holy Thy name and undefiled!
Thy reign is come; Thy will is done.
Here is the Bread; here is the Blood.
Bring me through midnight to the Sun!
Save me from Evil and from Good!
That Thy one crown of all the Ten
Even now and here be mine. AMEN.”

He puts the first Cake on the Fire of the Thurible.
“I burn the Incense-cake, proclaim
These adorations of Thy name.”

He makes them as in Liber Legis, and strikes again Eleven times upon the Bell. With the Burin he then makes upon his breast the sigil of the upright solar triangle.
“Behold this bleeding breast of mine
Gashed with the sacramental sign!”

He puts the second Cake to the wound.
“I stanch the Blood; the wafer soaks
It up, and the high priest invokes!”

He eats the second Cake.
“This Bread I eat. This Oath I swear
As I enflame myself with prayer:
There is no grace: there is no guilt:
This is the Law: DO WHAT THOU WILT!”

He strikes Eleven times upon the Bell, and cries
“ABRAHADABRA.
I entered in with woe; with mirth
I now go forth, and with thanksgiving,
To do my pleasure on the earth
Among the legions of the living.”

He goeth forth.

Nasz-Dom MARTE

5- Mars
MARTE
… Esfera de Sacrifício e Destruição.
Palavra:   Simbolo: Trabalho de Magick: Pedra: Perfume: Estrela: Cor (inconsciente): Cor (ego):
Azif Septagono Invertido          Sacrificio  Rubi Almíscar   Rigel        Vermelho      Azul
Canto da Esfera: Agios Alastoros
Culling (A Guide to Sacrifice II)
The Hard Reality of Satanism
Guidelines for the Testing of Opfers
A Gift for the Prince
Satanism, Sacrifice and Crime:
(A Guide to Sacrifice) The Satanic Truth
The Practice of Evil: In Context
Towards Sapanur
Sacrifice
Black Rhadley
A Satanic Master, Revealed
The Abyss
Victims – A Sinister Expose
The Azatu Gate
Chant to Return Atazoth
In Praise of War
To Presence the Dark
OTONEN

A Fraternidade Rosacruz

ecclesia

Mount Ecclesia, Oceanside, Califórnia (EUA)

A FRATERNIDADE ROSACRUZ – FRC (inglês, The Rosicrucian Fellowship)  foi fundada por Max Heindel entre 1909 e 1911, sua sede internacional está localizada em Mount Ecclesia, Oceanside, Califórnia (EUA); tem uma sede central e centros de estudo no Brasil e centros em Portugal. No Brasil, na cidade de São Paulo, além de uma Sede Central da Fraternidade Rosacruz, funciona também desde 1929 a Fraternidade Rosacruciana São Paulo, instituição independente, mas seguindo o modelo da escola de Max Heindel, destinada à exposição da mesma doutrina, fundada por Lourival Camargo Pereira. Não é uma dissidência, por ser mais antiga do que a filial brasileira da escola de Max Heindel, e também não mantém vínculos administrativos.

Emblème_Rose_Croix_Max_HeindelNão reivindica o título de “Ordem Rosacruz”. Considera-se apenas uma escola de exposição de suas doutrinas e de preparação para o indivíduo para ingresso em caminhos mais profundos na Ordem espiritual, sendo que a verdadeira Ordem Rosacruz funciona apenas nos mundos espirituais. Ao contrário da maioria das demais organizações rosacruzes, as escolas de Max Heindel se consideram indissociáveis do Cristianismo considerando-o como a única verdadeira religião universal e Cristo como o único salvador, daí ser mais propriamente chamada de Cristianismo Rosacruz, ou, por vezes, Cristianismo Esotérico. Outras organizações rosacruzes também se consideram cristãs, mas não com este ênfase.

A Fraternidade, edificada por Max Heindel como (suposto) arauto da Era de Aquário, realiza Serviço de Cura Espiritual e proporciona gratuitamente cursos por correspondência em Cristianismo Esotérico e Filosofia, Astrologia Espiritual e Interpretação da Bíblia; e os seus estudantes encontram-se por todo o mundo organizados em Centros e Grupos de Estudo.

Max Heindel

Max_HeindelDiz-se que em 1908 o seu fundador, Max Heindel, teria sido escolhido e preparado pelos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, com o objetivo de revelar publicamente os preceitos da doutrina rosacruciana. Em Novembro de 1909, Max Heindel publicou o “Conceito Rosacruz do Cosmos” (que tem como subtítulo: “Tratado elementar sobre a evolução passada do homem, sua constituição atual e seu futuro desenvolvimento”), uma exposição da doutrina originalmente escrita em alemão e posteriormente traduzida para outros idiomas. Algum tempo depois, foram desenvolvidos em outros livros, conferências e lições.

A Fraternidade recomenda a seus membros sobriedade na comida, abstinência de carne, de bebidas alcoólicas, pratica de jejum, meditação, etc. Essa instituição funciona de forma gratuita, segundo o preceito: “dai de graça o que de graça recebeste”. Todas as suas despesas são custeadas com as dádivas voluntárias dos seus membros, que o possam e queiram fazer, e pelas daquelas pessoas que, não sendo membros, simpatizam com ela. Lema da missão R+C: Mente pura, coração nobre, corpo são.

A Epopéia Rosa Cruz

Saturno Yoga

gotosverde

Documenta et Ritualia Fraternitatis Saturni.

Folhas para a arte oculta aplicada da vida, agosto de 1952, edição 29, 1-5 Eugen Grosche: Saturno – Yoga O caminho da luz negra.

Estes ensinamentos não se destinam a criar ou propagar um novo sistema de yoga. Eles são apenas uma combinação de alguns ensinamentos de yoga à luz do conhecimento saturniano. No entanto, eles também apontam novos caminhos que levam a picos muito altos e solitários. Eles não são destinados ao público em geral, mas servem apenas a um certo grupo de pessoas altamente espirituais para cristalizar sua personalidade ainda mais e com mais intensidade.

Saturno, o guardião do limiar, é o demiurgo de uma cristalização muito profunda e espiritual que leva ao conhecimento absoluto e, portanto, à maturidade. Sem luz sem escuridão. A luz brilha na escuridão. E a escuridão é mais poderosa que a luz! Na escuridão primitiva escura, a luz está contida desde o início. Tudo o que você precisa é de uma palavra do logotipo para acender. E isto: SERÁ LUZ!

Exigir a negação de seus sentidos dados por Deus, a fim de alcançar objetivos tão altos em sua pequena vida atual! E quem diz que pecado aqui é perverso de Deus, porque Deus o desejou e somente ele é responsável pelo amplo escopo de seu projeto. Certamente, é importante e correto trabalhar vigorosamente no polimento de sua personalidade, na maturidade de seu ego, na possibilidade dada pelo seu arcabouço dado por Deus da evolução geral da humanidade. Querer mais é um absurdo místico. – Deus também tem um rosto sombrio e claro! Embora poderoso, não é perfeito! E o conceito de divindade é indiscutível! E a divindade não é deus! Não faz sentido falar sobre a energia absoluta ou de ponto zero. Os limites do possível desenvolvimento da mente humana são dados e residem nos campos de força espacial da Terra e nas esferas do nosso sistema solar, do logotipo do sol ao logotipo de Saturno. Querer ou pensar mais é misticismo. Reconheça isso e a luz de Lúcifer tomou conta de você. O portão do Guardião se abre para você e o caminho para o Pai – para o grande Logos do Sol – está diante de você na luz cristalina do conhecimento de Saturno. É assim que o filho pródigo retorna ao pai. E toda pessoa pode seguir esse caminho se for sua vontade mais íntima. Saturno ensina o gênero duplo andrógino do logotipo do sol, que é nosso pai e mãe em um. Este é o culto mais alto do sol e serviço a Deus no conhecimento. Mas além disso está a escuridão completa da divindade inimaginável.

Regras e instruções de Saturno-Yoga

Em primeiro lugar, envolva-se em um culto regular e bem pensado com seu corpo, a fim de torná-lo saudável e mantê-lo através de cuidados corporais realizados conscientemente. Isso inclui lavagens e óleos rituais, o cuidado mais cuidadoso de todos os sentidos. Purifique o sangue e evite todos os excessos. Proximidade com a natureza através do culto ao sol, através de sucos de plantas e ginástica.

1- Treinamento consciente da vontade.
2- Ensino de duas respirações ocultas para despertar o chakra, combinado com a técnica de respiração por vogal.
3- Exercícios de concentração. Auto-sugestão.
4- Exercícios de meditação. Mantra místico. Retiro sonho.
5- Exercícios de imaginação. Treinamento de imaginação aplicado conscientemente.
6- Domínio das forças sexuais através da expressão harmoniosa. Culto ao sexo. Santificação da relação sexual entre parceiros. Reversão de polaridade consciente mútua do poder od. Sublimação do erotismo.
7- Magia prática usada para treinar sua própria personalidade e influenciar conscientemente o meio ambiente.
8- Magia astral prática para dominar a luz baixa.
9- Magia mental prática para usar poderes mentais.
10- Magia planetária prática para conectar-se a forças e entidades cósmicas superiores.
11- Criação de estados de transe para conexão com a vida pré-natal no sentido da teoria da reencarnação.

Todas essas instruções são um campo de trabalho especial em si mesmas e abrangem as disciplinas relevantes. Juntos, eles servem nesse sentido para polir a mente e toda a personalidade. Não é necessária abstinência, castidade ou abstinência, sob qualquer forma. A vontade própria e o autoconhecimento em breve são decisivos. O neófito deve aprender a estar acima das coisas! Ao fazê-lo, ele não os nega, mas os controla para seu próprio bem. Ele nunca cairá no vício porque reconhece as causas. Para ele, o termo VIRTUDE é um termo imaginário. Não está vinculado a dogmas religiosos ou éticos.

Como buscador de Deus, ele segue seu próprio caminho escolhido. Através de um trabalho sistemático em si mesmo, ele é capaz de desenvolver essas disciplinas mencionadas em si e levá-las à plena floração. Então, sua vontade de consciência se estenderá além dos reinos vegetal e animal até as esferas mais altas e será alcançada uma estreita conexão com o espírito da terra. – Os seres intermediários da luz astral o obedecem, assim como os demônios. Seu poder é quase ilimitado, desde que ele não viole as leis da harmonia. Então o conceito de bom ou ruim é supérfluo para ele. Ele se esforça para ter uma conexão harmoniosa com toda a sua alma e conduz uma química do universo consigo mesmo. Ele é conscientemente seu próprio Athanor, que faz brilhar e derreter as forças divinas e cósmicas armazenadas nele, para que as escórias da humanidade inferior caiam e ele possa entrar em esferas superiores purificadas, purificadas e consolidadas. Saturno, o Guardião, o ajuda a fazer isso.

Tradução: Frater KAOS.
Edição: AShTarot Cognatus

Símbolos Rosa-Cruzes

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O Emblema Rosa-cruz, embora com variações, apresenta-se sempre como uma cruz envolvida por uma coroa de rosas, ou com uma rosa ao centro. A rosa representa a espiritualidade, enquanto a cruz representa a matéria. Tradicionalmente, a cor da rosa é a vermelha. O sacrifício, representado pela cor vermelha, é a natureza da “crucis”.

A Rosa Cruz Hermética – Nos quatro extremos da Cruz (em cada uma das abóbodas das pontas) tem três símbolos alquímicos: Mercúrio Filosófico, Enxofre e Sal.

Também em cada braço da cruz temos um pentagrama, que representa o Homem Superior. Em cada ponta deste pentagrama temos um símbolo zodiacal (com exceção do vértice superior, cujo símbolo representa do Sol).

A parte inferior do braço descendente da cruz, esta dividido em quatro seções, cada uma preenchida com uma das cores de Malkut, do símbolo Kabalistico da “Árvore da Vida”. Essas cores são amarelo limão, oliva, rosa e negro. Por cima dessas quatro seções do braço inferior encontra-se uma estrela de seis pontas (Selo de Salomão ou hexagrama), que tem seis planetas nos seus vértices, com o Sol no centro. O hexagrama foi considerado numa época como o mais poderoso de todos os símbolos, os planetas estão colocados na ordem de certos rituais Kabalisticos que eles representam.

Os quatro raios longos que se estendem por detrás de cada braço da cruz simbolizam os raios da Luz Divina. Estes raios apresentam as letras que formam a palavra I N R I. As letras dos raios menores representam as primeiras letras dos nomes ressonantes usados pelos gregos e egípcios nas suas antigas escolas de mistérios.

O círculo central da cruz é composto por pétalas de rosas, e estão distribuídas da seguinte forma: no círculo externo temos 12 pétalas com 12 letras simples do alfabeto hebraico (que representam os 12 signos do zodíaco); o círculo mediano tem 7 pétalas com 7 letras duplas (que representam 7 planetas), e o círculo central tem 3 letras mães da Kabalah. As pétalas tem a cor da Escala do Rei, que é atribuída aos vinte e dois Caminhos da Árvore Qabalística da Vida. Ao centro desta formação temos outra cruz, amarela, com uma rosa de 5 pétalas ao centro, que representa Tiphereth, a sexta Sephira na Árvore da Vida. que é o receptáculo das forças Sephiróticas da Arvore.

Este símbolo representa a Grande Obra do Adepto. Ela é chamada de “A Chave dos Sigilos e Rituais”.

A Epopéia Rosa-Cruz