Johannes Valentinus Andreae

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Em um documento publicado em 1617, o editor do terceiro manifesto rosa-cruz revelou a própria identidade: Johannes Valentinus Andreae (1586-1654), um teólogo e pastor protestante de Württemberg, no sul da Alemanha. Seu pai era chanceler e abade comendatário de Konnigsbronn, e tinha por hobby a alquimia. Andreae era parente de um pastor de grande renome e tornou-se um dos homens mais eruditos de sua época. Tendo aprendido a falar com fluência línguas antigas e modernas, além de ter se dedicado a geografia, história, genealogia, matemática e teologia, sendo um homem de vasta cultura e, na sua juventude, visitou vários países europeus; publicou vários textos científicos. Mal dá para deixar de perceber os paralelos com a vida de Christianus Rosencreutz.

Andreae também afirmou, em um livro intitulado Menippus, que “As Núpcias Alquímicas de Christian Rosenkreutz” não passara de um ludibrium, palavra latina para “farsa, logro”, com o qual ele quisera estimular as reivindicações por reformas sociais. Em outras palavras, a rosa-cruz não passava de uma invenção literária. O impacto de seus livros acabou sendo muito diferente do que ele imaginara. Ao que parece, o jovem e entusiasmado escritor criou, de modo involuntário, um poderoso movimento espiritual, que logo ganhou autonomia e nem mesmo seu fundador foi capaz de detê-lo.

Na verdade tudo indicava que também os dois primeiros manifestos eram fruto de sua pena, em conjunto com dois amigos seus, Christoph Besold e Arndt Gerhardt. Em tempos violentos como aqueles, os autores provavelmente adotaram o anonimato por medida de segurança. Nessa época, na passagem do século XVI para o século XVII, a Europa, ainda agitada pelas conseqüências promovidas pela reforma luterana, vivia em meio a toda ansiedade provocada por um sem número de pequenos grupos independentes, os mais variados possíveis, que acalentavam sonhos reformistas a procura da sociedade ideal. Normalmente, esses grupos eram formados por idealistas, filósofos, e, de modo geral, por pessoas bem instruídas e inteligentes. Andreae veio a participar de um desses grupos, que ficou conhecido pelo nome de “Círculo de Tubinga”, ou círculo alquímico “Fundação dos Tintureiros”. Este Círculo teria fundamental importância na formação dos ideais do jovem Andreae, sendo creditado a este movimento, o alicerce dos belos ideais apresentados na forma dos três manifestos rosacruzes. Pesquisas históricas nos anos 1980 e 1990 comprovaram que os autores principais de tais textos era um grupo de amigos, ligados à Universidade de Tübingen (o “Círculo de Tübingen”). Foi constatado também que os Manifestos nasceram na casa do jurista Tobias Hess. É convicção de alguns autores que Andreae o teria escrito como se fosse o contraponto da “Companhia de Jesus” (Jesuítas).

Os dois primeiros textos são atribuídos a Tobias Hess (1568-1614) e Johann Valentin Andreae (1586-1654), elaborados no momento de grande crise que resulta na Guerra de Trinta Anos. O segundo é autor inconteste do romance publicado em 1616. Enquanto vivo, é vítima de muitas intrigas, pois as autoridades protestantes suspeitam de que é iniciador desse mito rosicruciano.

Andreas resolveu declarar ao público que, dessa forma, tencionara ridicularizar a mania de maravilhoso e o alquimismo ocultista, que caracterizavam os homens do seu tempo. Não lhe deram crédito, porém a Alemanha e, depois, a França se viram recobertas por uma onda de escritos referentes à Rosa-Cruz.

Os historiadores Richard van Dülmen, Martin Brecht e Roland Edighoffer reconstituíam os fatos graças a uma pesquisa histórica aprofundada, que aconteceu a partir de 1977. Brecht e Edighoffer estudaram, ao mesmo tempo e independentemente um do outro, e finalmente provaram a autoria dos manifestos.

A grande maioria dos personagens relacionados com o lançamento dos “Manifestos Rosacruzes” se originaram do meio luterano alemão. Esses pensadores e teólogos luteranos acreditavam que a Reforma de Lutero deveria ser ampliada, que a doutrina ortodoxa não era suficiente e que o Cristão devia realizar a comunhão mística com Deus. É de se notar que o próprio Lutero foi um dos primeiros a utilizar uma “rosa-cruz” (no seu brasão – “selo de Lutero”, ou “rosa de Lutero”) como símbolo de sua teologia – formado por uma cruz de santo André em forma de X emoldurada por uma rosa, abaixo está a frase: “O coração do cristão permanece em rosas, quando ele permanece sob a cruz.” Também é feita uma associação entre o Brasão da família Andreae com o mote Rosacruz, visto haver ali algumas rosas e também uma cruz…

A Epopéia Rosa Cruz

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BAPHOMET – UMA NOTA NO NOME (1)

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O nome de Baphomet é visto pelos Satanistas Tradicionais como significando “a senhora (ou mãe) de sangue” – a Senhora que por vezes se banha no sangue dos seus inimigos e cujas mãos estão assim tingidas.

A suposta derivação é do grego bajh mhtra [baphē mētra] e não, como é às vezes dito, de mhtioV [mētios] (a forma Ática para ‘sábio’). O uso do termo ‘Mãe’/Senhora era bastante comum em escritos gregos alquímicos tardios – por exemplo Iamblichus em “De Mysteriis” usou mhtrizw [mētrizō] para significar possuído pela mãe dos deuses. Mais tarde escritos alquímicos tenderam a usar o prefixo para significar um tipo específico de ‘amálgama’ (e alguns tomam isto como uma amálgama do Sol com a Lua, no sentido sexual).

No Sistema Septenário, Baphomet, como Senhora da Terra, é ligada à sexta esfera (Júpiter) e à estrela Deneb. Ela é assim num sentido um “Portal Terrestre” mágico e a Sua reflexão (ou natureza ‘causal’ – por oposição à Sua natureza acausal ou Sinistra) é a terceira esfera (Vénus) relacionada com a estrela Antares. De acordo com a Tradição esotérica, o aspecto Antares era celebrado por ritos em Albion cerca de 3000 A.P. [Antes do Presente i.e. cerca de 1990 eh – ‘era horrificus’] – no meio e em direcção ao fim do mês de Maio e dizia-se que alguns círculos de pedras / sítios sagrados estavam alinhados para Antares. Em contraste, o aspecto Sinistro da Senhora (i.e. Baphomet) era celebrado no Outono e estava relacionado com a subida de Arcturus, a própria estrela Arcturus estando ligada ao aspecto masculino Sinistro (Mercúrio – segunda esfera), mais tarde identificado com Lúcifer/Satanás. Assim, a celebração de Agosto era um hierosgamos [casamento sagrado] Sinistro – a união de Baphomet com o Seu esposo (ou ‘Sacerdote’ que tomava o papel do aspecto masculino Sinistro). De acordo com a Tradição, o Sacerdote era sacrificado depois da união sexual, onde o papel de Baphomet era assumido pela Sacerdotiza/Senhora do culto. Assim, a celebração de Maio era um (re-)nascimento de novas energias (e da criança da União). A Tradição conta este rito sagrado Sinistro e Arcturiano como tendo lugar uma vez em cada 17 anos. Mais uma vez, diz-se que alguns sítios sagrados em Albion estão alinhados com a subida de Arcturus, há mais de 3000 anos. Na Idade Média, Baphomet começou a ser vista como a Esposa de Satanás – e é desde este tempo que ‘Baphomet’ e ‘Satanás’ começaram a ser usados como nomes para o aspecto feminino e masculino do lado obscuro (pelo menos na tradição sinistra secreta).

Daí a representação Tradicional de Baphomet – uma bonita mulher adulta (frequentemente mostrada nua) segurando a cabeça decepada do sacerdote sacrificado (habitualmente mostrado com barba).

Até determinada etapa os Templários ressuscitaram parte deste grupo, mas sem qualquer entendimento esotérico e para os seus próprios propósitos. Eles adoptaram Baphomet como uma espécie de Yeshua [Jesus] feminino, mas com alguns aspectos sangrentos/sinistos – e contrariamente às ideias mais aceites, eles não eram especialmente ‘Satânicos’. Mais que isso, eles viam-se a si próprios como _guerreiros_ sagrados, e tornaram-se num culto militar com laços de honra, embora o seu conceito de “sagrado” diferisse de certa forma do da igreja contemporânea, incluindo aspectos sombrios/Gnósticos. Os seus sacrifícios eram feitos em batalha e não faziam parte de um ritual específico.

A imagem de Baphomet (por exemplo segundo Levi) como uma figura hermafrodita é uma confusão romântica e/ou distorção: essencialmente da união simbólica/real da senhora e do sacerdote e o seu posterior sacrifício. O mesmo se aplica à derivação do sufixo do seu nome com ‘sabedoria’ (e uma imagem masculina nisso!) – até os confusos Gnósticos entendiam ‘sabedoria’ como feminina.

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traduzido por:

Alektryon Christophoros

artigo original em:

http://home.tiscali.se/dragonet/ona/jupiter/baphomet_-_a_note_on_the_name.html

Christian Rosenkreutz

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De acordo com o Fama Fraternitatis, a Fraternidade Rosa-Cruz foi fundada em 1408 pelo monge alemão Christian Rosenkreuz (1378-1484) – de início mencionado apenas como Irmão C.R. – nascido às margens do Rio Reno, filho de uma família pobre, mas fidalga, ficou órfão em tenra idade. Aos 4 anos foi entregue aos cuidados de uma abadia, no mosteiro dos Albijenses, onde aprendeu o grego, o latim, o hebraico. Quando o jovem tinha 15 anos, o seu grupo de estudos deixou o mosteiro e iniciou sua marcha em direção à Terra Santa. Para evitar suspeitas dos discípulos de S. Domingos não viajaram juntos. Em Chipre faleceu o velho monge, líder do grupo, o irmão P.A.L. Embora este irmão tenha morrido em Chipre e não tenha visto Jerusalém, nosso irmão C.R. não retornou, mas embarcou para a outra costa dirigindo-se para Damasco (Damcar), na Arábia, – o que, nessa época, é uma proeza para um cristão – querendo continuar visitando Jerusalém, mas por azar ele adoeceu, tendo que parar a viagem. Em Damasco encontrou um Centro de Iniciação e aí ficou por três anos. Era o que pretendia: viver entre sábios. Atingiu a graduação necessária e resolveu partir. É durante o curso dessa viagem por países Islâmicos que ele entrou em contato com os Sábios do Leste, que lhe revelaram a ciência harmônica universal derivada do “Livro M”, o qual Rosenkreutz traduziu. Ali, ele foi curado por sábios que lhe transmitiram ensinamentos sobre um conhecimento ancestral, e o iniciaram em práticas científicas secretas. Em seguida, confiaram-lhe a missão de propagar esses conhecimentos pelo mundo cristão da Europa Ocidental, e de criar uma irmandade secreta, que “possuísse uma quantidade suficiente de ouro e pedras preciosas, e que pudesse educar os monarcas”.

De Damasco passou ao Egito e deste país foi viajando pelo mediterrâneo até Fez. Daqui resolveu passar a Espanha e juntar-se aos Alumbrados, que o receberam mas acharam os seus pontos de vista demasiado avançados, não o aceitando! A partir de Espanha, Germelshausen adoptou o nome simbólico de Cristão Rosacruz (Christian Rosencreuz).

De posse desse conhecimentos Rosenkreutz volta à Europa com o intuito de tornar público o seu novo saber. Após uma série de dificuldades, Rosenkreutz é rejeitado. Voltando para a Alemanha, ele é ajudado por quatro Irmãos na tradução do misterioso Livro “M”, cujo conhecimento deveria ser mantido em segredo até que a humanidade estivesse devidamente preparada para recebê-lo.

Enquanto a Europa mergulhava na escuridão, a avançada civilização árabe preservou um grande corpo de conhecimentos místicos. A Alquimia, a arte da transmutação, tornada proeminente entre os gregos, foi introduzido aos árabes que transmitiram esta arte que precedeu a Química à Europa.

Nesse tempo a “Santa Inquisição”, fundada por S. Domingos para reduzir a cinzas todo aquele que ousasse perfilhar idéias diferentes das que eram impostas pelo Catolicismo, obrigou Christian Rosencreuz a abreviar a estadia em Espanha e França e a dirigir-se para a Turíngia, na Alemanha, sua pátria, regressando ao mosteiro Albijense em que fora criado. Até hoje não foi possível determinar em que ponto de Espanha era a sede dos Alumbrados (ou Iluminados), que tiveram uma existência de séculos, tendo sido exterminados pela “Santa Inquisição”, durante o século XVI.

Na Turíngia, Christian Rosencreuz foi encontrar no mosteiro os três antigos companheiros e, com eles, estabeleceu a Fraternidade Rosacruz. Em um local secreto, os quatro homens formaram o “Novo Templo do Espírito Santo”, onde curavam doentes e confortavam desamparados. Rosenkreutz foi aos poucos construindo a fraternidade que leva seu nome e que conduz a sua obra missionária. Uma vez por ano, a fraternidade se reúne no Templo do Espírito Santo. Mais tarde foram admitidos novos membros ficando a Fraternidade com 8 membros. Anos depois a Fraternidade Rosacruz tinha 13 membros e não podia ultrapassar esse número. Estava estabelecida no estilo usado por Jesus: 12 membros, simbolizando os 12 signos do Zodíaco e o Sol, que formava o 13º. Assim, é criada a Fraternidade Rosacruz, com o intuito de manter o conhecimento daquele grupo de Iniciados. Seus membros fazem voto de celibato e castidade.

A fim de manter o número de membros da ordem, cada rosa-cruz deve nomear um sucessor antes de sua morte, se possível. Quanto ao fundador, afirma-se que ele teria morrido em 1484 aos 106 anos de idade (longevo, por causa do elixir da longa vida, que ele descobrira). Seu túmulo teria sido descoberto em 1604, 120 anos após sua morte, tal como ele próprio havia predito, por um dos imperators que lhe sucedeu .

Dada a falta de liberdade de pensamento, a Ordem teve que se ocultar durante vários séculos sob diversos nomes, mas nunca cessou suas atividades, perpetuando seus ideais e ensinamentos.

Existiram diversos ciclos de atividades da Ordem Rosacruz. Dentro de um mesmo ciclo, há uma época de plena atividade, seguida por uma época de inatividade de mesma duração. Esses ciclos são necessários por diversos motivos. Um ciclo se iniciou em 1378, com o “nascimento” de Christian Rosenkreutz. Quando ele “faleceu”, em 1459, a ordem iniciou sua fase de inatividade, voltando novamente a plena atividade com a “descoberta” do túmulo de Christian Rosenkreutz e a publicação dos manifesto, em 1614.

A primeira manifestação da Confraria tem lugar em 1589 (ou 1597), quando um tal Nicolas Bernaud percorre a Europa para procurar os amadores da química (alquimistas) e comunicar-lhes as suas idéias políticas.

A Epopéia Rosa-Cruz

A História do Tantrismo

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Introdução

Os traços mais primevos de Magia Sexual são encontrados na adoração pré-histórica da Grande Mãe, cuja natureza era celebrada na mudança das estações e cuja presença era experienciada através de fenômenos naturais. Esta forma primitiva de Magia Sexual era basicamente animista e traços de seu simbolismo gerador e religioso têm sido encontrados e datados até por volta de 18 mil anos a.C. nas paredes de cavernas do Paleolítico. Exceto por estes traços precoces, os primeiros registros de adoração tântrica são encontrados numa região conhecida como a Tartária.

A Tartária

Uma ideia predominante na antropologia moderna é que a disseminação do pensamento e práticas Xamânicas e Tântricas originaram-se de uma área central de difusão. A região mais favorecida por aqueles que abraçam esta teoria é a do deserto de Gobi. Tal deserto é uma terra de lendas e magia, era conhecida pela tradição como a terra dos Tártaros ou Tartária. Embora haja pouca informação restante a respeito deste título, menciona-se sobre a terra grega de Tartarus, que existia nas areias profundas e sem sol além de Hades, para onde os Titãs haviam sido banidos por um Aeon. Em sua ‘Doutrina Secreta’ Blavatsky sugere que a Tartária era o lar da Grande Fraternidade Branca e que já havia sido um grande mar continental, no centro do qual residiam os remanescentes da raça que nos precedera e que detinha grande poder e sabedoria. Portanto, na literatura Teosófica, a Tartária é vista como o ponto de difusão para a sobrevivência de uma raça de uma época muito antiga.
Esta teoria não é apenas encontrada na literatura teosófica, de fato muitas tradições sustentam uma idéia similar e a lenda da Tartária em si mesma pode encontrar paralelos nas lendas de Thule no misticismo nórdico, a fabulosa lenda de Dilmun no pensamento sumério e a terra da Grande Fraternidade Branca, que era conhecida como Agharti Shamballa. Shamballa é o título dado à Tartária nas lendas do oriente, é dito que esta era a terra dos deuses, que ensinaram a mais antiga Gnosis aos discípulos humanos. Uma estranha lenda é também contada sobre o que aconteceu com Shamballa, é dito que uma batalha irrompeu entre os praticantes do CMD de Shamballa e os praticantes do CME de Agharti. Tal batalha teria durado vinte anos com o resultado do desperdício das terras, restando o que vemos hoje no deserto de Gobi. A sobrevivência do Tantra se deu com os Agharti indo viver no subsolo e levando consigo os segredos, durante muitos anos fundindo os mistérios do CMD e do CME e propagaram estes ensinamentos aos preparados através dos antigos e secretos Tantras. Esta propagação de ensinamentos também tomou lugar pela migração dos remanescentes destas fabulosas civilizações através de Uddiyana.

A Uddiyana

A Uddiyana é uma região localizada no vale Swat no norte do Afeganistão, acreditando-se ser esta a região que recebera alguns dos remanescentes de Agharti, sendo também dito que outros esconderam-se no subsolo para formar uma colônia nas profundezas da terra. Em Uddiyana o ensinamento do Tantra floresceu e foi desenvolvido numa fina arte, há rumores de que Uddiyana era governada por mulheres e que era conhecida como Stri-Rajya, o reino das mulheres. Em Uddiyana foi usada a sabedoria do Tantra com uma nova fúria religiosa, sendo a sabedoria secreta ensinada através de um sistema de iniciação em graus em conclaves fechados. Nestes conclaves eram praticadas as artes da adoração Fálica, magia, tantrismo, YabYum, ritos heterossexuais e homossexuais e uma grande variedade de outras formas de feitiçaria. Tsiuen Tsang (por volta de 650 d.C.) escreve sobre as seitas por ele encontradas em suas jornadas através destas regiões. Ele nos conta sobre um mundo estranho de monastérios regidos por mulheres, promiscuidade sexual, trabalho criativo e artes de magia. A religião Uddiyana teve uma fantástica influência na formação da filosofia tântrica, não apenas a espalhando para os reinos de Bengala e Assam, onde estas artes foram finalmente refinadas para um novo nível de sutileza, mas Uddiyana produziu uma longa lista de mestres e discípulos. Algumas das mais notáveis ‘crianças de Uddiyana’ incluem Chang Tao Ling (+ 200 d.C.), o fundador do Taoísmo moderno, Shenrab (+ 500 d.C.), sistematizador da religião tibetana Bon Po e Matsyendra (+ 800 d.C.) fundador da seita Natha.

Alquimia Sexual Chinesa

Taoski_seksualni_praktiki_0Os ensinamentos do Tantra chinês tomam a forma de Alquimia Sexual, sendo sua origem não plenamente determinada. Entretanto, a influência de dois mestres de magia, Hsuang Ti e Lao Tse, teve o profundo efeito de trazer os ensinamentos do Tantra chinês para um cânone mais organizado e refinado. Lao Tse foi o autor do Tao Teh Ching e fundador do Taoísmo, sendo este um intrincado sistema de misticismo baseado nas interações do Yin e do Yang, as duas energias cósmicas opostas primais, ainda que complementares. Estas interações do Yin e do Yang são tratadas no I Ching e formam a base do conhecimento terápico, mágiko, místico, filosófico, do controle da respiração e das secreções, extensão da saúde e outros aspectos do sistema chinês de alquimia. Embora possa ser realmente difícil retratar a Lao Tse muita de ‘sua’ filosofia, sua vida tornou-se uma lenda, sendo iluminador o estudo de seus ensinamentos. Chang Tao Ling oferece um sistema centrado no entendimento sexual da alquimia chinesa e esquematiza um programa detalhado de trabalho de fisiologia sexual, ritualística e ocultismo.

A Religião Bon do Tibet

Há rumores lendários que um dos portões da tribo remanescente de Agharti, agora vivendo dentro da terra em cavernas subterrâneas, está no Tibet. O Tibet é uma nação de mágika e ritualística, sendo a religião Bon a sobrevivente das práticas xamânicas nativas na forma externa do Budismo. Foi primeiramente sistematizada por Shenrab por volta de 300 d.C., que formou um sacerdócio tântrico e um cânone autorizado. Há dez graus distintos no Sacerdócio Bon, sendo o décimo não registrado e conhecido apenas pelos mais altos adeptos, enquanto que os outros nove são abertos para a classe de sacerdotes genéricos. Embora eles envolvam um sistema extremamente complexo de demonologia e ritual, seu poder não pode ser negado. As tradições do Bon cobrem um espectro completo de prática oculta incluindo artes divinatórias, oráculos, exorcismo, evocação, vampirismo, teorias post-mortem, como a do Bardö (o estado após a morte), tratando de 360 formas de morte e muito mais. Em 750 d.C. uma revisão da religião Bon tomou lugar sob a orientação de Padma Sambhava, o então príncipe de Uddiyana. O Bon foi reorganizado numa linha com vários sistemas de Tantra de Uddiyana e foi então formulado num sistema mais refinado de prática mágika e tântrica. O Tantrismo no Tibet é associado com muitas artes obscuras de feitiçaria e portanto afastado por muitas das seitas budistas mais ortodoxas. Contudo, mesmo os Dalai Lamas envolveram-se em muitas de suas práticas. O quinto Dalai Lama, por exemplo, que morreu em 1680 d.C. estudou profundamente os mistérios do Tantra, sendo que muitas das suas canções e poemas de amor ainda são estudados por muitos magos sexuais. Diz-se que quando ele foi questionado a respeito de seu uso de ritos sexuais, ele disse :
“ Sim, é verdade que eu tenho mulheres mas você que acha-me errado também as tem e a cópula para mim não é a mesma coisa para você.”

O Tantra na Índia

Há histórias de cultos fálicos primevos e ritos de fertilidade na Índia, entretanto, até a migração dos Uddiyana via Kashmir e Himalaia para Deccan no sul e Bengala no leste, o Tantrismo não havia realmente começado a firmar-se nas mentes e corpos do povo hindu. Em Bengala a tradição do Tantra era a mais forte, que até linhagens de reis, os Palas (760 – 1142 d.C.) e os Senas (1095 – 1119 d.C.) fundaram um grande número de escolas e universidades tântricas. Durante este período até mesmo as côrtes reais tinham seus astrólogos residentes e altos sacerdotes tântricos, apenas no fim do século treze isto foi destruído com as invasões de hordas muçulmanas.
Os mistérios tântricos, contudo, ainda sobrevivem em várias seitas secretas e semi-secretas da Índia. As duas mais importantes destas seitas tântricas budistas são a Kalachakra (Culto da Roda de Kali) e a Vajrayana (Culto do Trovão). À parte de seitas hindus, existem muitas, a tradição tântrica no hinduísmo é excepcionalmente forte e toma uma grande variedade de formas, algumas destas sendo os Shaivitas (Culto a Shiva), Shaktitas (Culto a Shakti), Sauras (Culto a Shani ou Saturno), Kaulas (Culto a Kali) e os Ganapatyas (Culto a Ganesha). Além disso, há várias derivações, por exemplo, dos Shaivitas derivam os Lakulishas, que adoram Shiva como o senhor do cajado, e os Pashupatas, que adoram Shiva como o senhor das bestas, cada uma enfatizando diferentes facetas do mesmo sistema religioso.

Primórdios da Magia Sexual Ocidental

Os ensinamentos do Tantra vagarosamente passaram ao ocidente, sendo os registros mais antigos os trabalhos de Edward Sellon por volta de meados do século XIX e os muitos textos escritos por John Woodroffe. Sir John era um juíz de alto escalão em Calcutá, que traduziu para o inglês a maioria dos textos originais de tantrismo pela primeira vez. Vintras (1875), Boullan (1893) e Van Haecke (1912) foram alguns dos mais velhos ocidentais a revelarem um completo sistema de magia sexual. Seu sistema era baseado no uso de ritos sexuais em conjunção com a criação de formas astrais, incluindo o que eles chamavam de ‘Humanimaux’, elementares meio animal, meio humanos. Seu sistema enfatizava a possibilidade de imortalidade através da sexualidade e usa um largo espectro de técnicas sexuais. Vintras pode ser entendido como tendo reavivado uma tradição ocidental esotérica de magia sexual, cuja origem pode ser rastreada de volta ao Gnosticismo do primeiro século da era cristã. Embora haja pouca imformação disponível parece que um sistema baseado numa síntese de conhecimento mágiko e sexual da Tartária estava sendo ensinado por várias fraternidades na região do Mar Morto. Estas fraternidades, uma das quais era conhecida como ‘os Essênios’, estavam envolvidas num sistema de magia muito parecido com os ensinados no Tibet e na Índia. Já está demonstrado que Jesus foi iniciado numa destas fraternidades e que muito do Gnosticismo original formou-se desta maneira. Certamente os trabalhos de John Allegro decifram muito do Novo Testamento através deste elemento tântrico. O problema é que os ensinamentos gnósticos de Jesus foram suprimidos e um evangelho mais social foi colocado para o público. Por sorte, contudo, o professor Ormus ( 6 d.C.) renovou o ensinamento da doutrina tântrica e permitiu sua sobrevivência até quando os Cavaleiros Templários e a Ordem de Sião tomaram esta tarefa. Outras ordens mais tardias de orientação Rosacruz e Maçônica também levaram adiante o ensinamento em segredo. O tantrismo de Randolph Paschal (1875) demonstra uma mistura de tantrismo gnóstico e tártaro. Tendo viajado bastante, desenvolveu um sistema ocidental de tantra, que mais tarde foi adaptado na estrutura maçônica da OTO original.

O Trabalho de Gurdjieff

Gurdjieff viajou através das regiões da outrora Suméria, da Mongólia e do Tibet e foi treinado pelo mestre Karagoz, um dos últimos mestres remanescentes do Tantra da Tartária. Após radicar-se em Paris, Gurdjieff desenvolveu e ensinou um sistema baseado numa síntese de dança e misticismo Sufi bem como na Gnosis Tântrica original. Seu comportamento sexual era selvagem e imprevisível, muito parecido com seu contemporâneo Aleister Crowley. Seu sistema sobrevive ainda hoje e oferece muito ao estudante de magia moderna.

Aleister Crowley e a O.T.O.

A Ordem do Templo do Oriente foi formada em 1902 por Karl Kellner, baseada no arcano tântrico esquematizado nos trabalhos de Randolph Paschal. A estrutura da ordem utilizava um sistema de dez graus, os seis primeiros sendo maçônicos, com o conhecimento sexual sendo revelado apenas nos quatro graus restantes e mesmo neles, numa forma muito mais teórica que prática. Após um breve período de existência veio a cair sob supervisão de Aleister Crowley, que inovou seus ensinamentos de um misticismo pseudo-maçônico para uma Magia do Novo Aeon. Ele também adicionou um grau extra, o décimo primeiro grau, de acordo com certos requerimentos tântricos específicos. A nova OTO como construída por Crowley marcou o ressurgimento da tradição original tântrica da Tartária.
A história da OTO após seu óbito parece extremamente confusa, deixando a impressão que ele assim o quis, sendo seus estudantes desta maneira forçados a permanecerem ‘em terra’. Embora haja várias reclamações sobre o título da OTO, não é nosso objetivo adentrar uma consideração sobre as várias reclamações de validade, ou falta dela. Após o óbito de Crowley, um vórtice astral foi criado para segurar o conhecimento da magia sexual. Este vórtice, escola ou loja é conhecido como o Santuário Soberano Astrum Argentinum. Esta loja tem muitos representantes físicos, embora qualquer um reclamando autoridade, baseado em qualquer evidência, física ou astral, deve ser duvidado. A Astrum Argentinum confirma o Tantra Tártaro bem como esquemas de vários derivativos da magia sexual como encontrados nos sistemas hindu e chinês. Esta corrente confirma os ensinamentos de Agharti e sua aparição posterior no mito de Shaitan dos Yezidis e no Tantra Draconiano do Antigo Egito.
A Magia Sexual obscura de Agharti reapareceu novamente, num sistema que une técnicas tanto simbólicas quanto físicas e que formula uma nova e pura ética baseada na beleza e majestade do Santuário Mais Interno da Vontade.
Sua mensagem é clara, o caminho da liberdade está contido dentro de nossas mentes e corpos, não há necessidade em se olhar além!

 

A Dimensão Perdida do Sexo

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Introdução

“O que está em cima é como o que está embaixo…” assim diz o grande axioma de Hermes que forma a premissa central dos ensinamentos da Magia (e do Hermetismo, por ocasião). As grandes forças do Universo estão refletidas no organismo no qual temos nosso ser, portanto, os Mistérios tanto são fisiológicos como espirituais e o simbolismo dos Mistérios reflete ambos sistemas de Gnosis.
Através da história encontramos pistas deste arcano tântrico, um dos mais conhecidos ícones do Tantrismo era a Missa do Espírito Santo, que formava o santuário simbólico da Alquimia Sexual. Aqui o pão era o corpo; o vinho, as secreções sagradas e a pomba que descendia simbolizava Vênus, o planeta do erotismo. Ícones mais antigos deram pistas de sua origem tântrica, o Jardim do Éden era a sagrada Yoni (vagina), a montanha era o Lingam (falo), os rios eram as secreções sexuais e por aí vai. Num estudo moderno de magia sexual, o uso de tal simbolismo não é mais necessário, embora às vezes tenha mérito artístico.
A base da magia sexual moderna é estreita e precisa e é encontrada no simples dito de Hermes, que claramente ilustra como as forças do Universo não apenas fluem dentro e ao redor do humano como espécie, mas que também existe em cada organismo individual como um reflexo do Todo.

A Natureza do Orgasmo

O orgasmo tem muitas utilizações, em magia sexual a libido ou impulso sexual não é desperdiçada mas encarnada num meio ou forma previamente formulada. Isto forma a base para muitos dos usos das energias sexuais na magia. O orgasmo é usado para crear um vórtice de energia que é então encarnado num corpo específico para que um certo resultado possa ser manifestado na realidade. O resultado alcançado pode variar de necessidades pessoais e físicas até a impregnação dum símbolo para exploração de dimensões astrais mais altas.
O orgasmo, quando a ejaculação é adequadamente controlada, pode ser usado para energizar certas imagens de grande pode, estas imagens, evocadas e fixadas na mente, tomam forma e criam vida própria, sendo de uso prático em muitos aspectos da Grande Obra.
Os dois pré-requisitos desta forma de magia sexual são a fixação da mente no símbolo durante o processo e a obtenção de um orgasmo extremamente intenso pelo prolongamento da estimulação. Os dois fatores nunca podem ser postos de lado, portanto o pretenso mago deve começar sua exploração imediatamente.
A concentração de uma imagem no olho da mente pode ser alcançada por prática intensa das várias artes de concentração e visualização, enquanto que o segundo fator, o de aumentar a intensidade orgasmática, pode ser praticado através de vários exercícios encontrados nas técnicas Alfa de magia sexual. Com este assunto em mente, é importante vir a se compreender a relação entre ejaculação e orgasmo. Orgasmo é uma experiência de êxtase sexual, é normalmente atingida através da ejaculação, não sendo, entretanto, sempre assim.
Na magia sexual o orgasmo deve ser atingido com certa voracidade e isto é melhor conseguido através da retardação gradual da ejaculação durante o processo sexual, levando a um nível mais alto de clímax na ejaculação. Desta maneira, o entendimento dos magos sobre a ejaculação e orgasmo tem muito mais a ver com o clímax pleno de uma mulher do que uma simples emissão de fluidos. Esta intensidade do orgasmo pode ser facilmente desenvolvida pela mulher, talvez, até mesmo mais prontamente, pois a técnica da masturbação feminina oferece um clímax muito mais forte e de maior valor mágicko do que a simples emissão masculina.

A Criação de Crianças Astrais

Como discutido antes, todas as formas de sexo geram algum resultado. Sexo heterossexual gera crianças, astrais ou físicas. Num ato sexual onde não há produção física (um feto) então o resultado é astral. Pelo uso do sexo uma criação pode ser formulada nos planos espirituais, isto pode ser atingido tanto por uma técnica masturbatória (alfa/beta) quanto por uma técnica utilizando parceiro (gamma/epsilon). Esta criação pode tomar a forma de um elemental artificial (elementar) que é programado para atingir certas metas e dissolver-se após concluída a tarefa, ou um íncubo, que é utilizado para se explorar suas próprias realidades internas. Crianças astrais também podem ser usadas para controlar sonhos e girar ‘a teia da Ilusão’. Controle onírico é um aspecto importante da magia sexual, pois em seus ensinamentos o Tantrismo oferece uma forma única de manipulação onírica pela qual os sonhos podem ser controlados e usados para moldar a própria realidade. Esta técnica de “Sonhar de Verdade” foi primeiramente ensinada em cultos Draconianos do Egito e tornada popular nas adaptações mais modernas do ocultismo encontrado nos escritos de Dion Fortune.

Assunção de Formas de Deuses

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Magista assumindo a forma de Ra-Hoor-Khuit através do sinal do entrante. Ilustrado por Steffi Grant.

 GrantFormas de deuses (godforms) são um aspecto importante do treinamento oculto, contudo, na magia sexual seu uso assume relevância máxima. Normalmente, a faceta sexual da forma-deus é exagerada para auxiliar no processo de identificação. O verdadeiro personagem da forma-deus pode incluir uma variedade de formas humanas e animais. Duas formas específicas são de suma importância, as de Babalon e Therion.
Num nível superficial Babalon e Therion são simplesmente as máscaras sexuais feminina e masculina usadas nos ritos de natureza polarizada. Estas máscaras devem ser assumidas sempre astralmente, invocando-se os poderes de Binah e Chokmah. Quando isso ocorre com sucesso os resultados produzidos são localizados em Daath, podendo então ser transferidos para qualquer das Sephiroth mais baixas à vontade. Num rótulo mais esotérico, contudo, os papéis de Babalon e Therion têm uma utilização secreta.

“Há a pomba e há a serpente. Escolha a sua bem ! Ele, meu profeta, escolheu conhecendo a lei do forte e o grande mistério da casa de Deus.”
Liber AL vel Legis 1 : 57

O extrato acima, do Livro da lei, sugere um entendimento esotérico de Babalon e Therion. Babalon sendo a pomba e Therion, a serpente. Eles representam não as técnicas de magia hétero e homossexual, mas variações dentro de cada técnica, por assim dizer, a habilidade de trabalhar magia polarizada e apolar. O mago necessita entender ambos trabalhos e como eles podem ser usados, ele também necessita dissolver o conceito de que há uma simples divisão entre práticas heterossexuais e homossexuais. Em magia sexual há quatro possibilidades distintas ou elementos : Heterossexual, polarizado e apolar; Homossexual, polarizado e apolar. Estas possibilidades incorporam o mistério do Forte (o Templo do Mistério Quádruplo) e o Mistério da Casa de Deus (letra Beth). Eles também envolvem o segredo do Magus. Além disso, encontramos uma pista adjunta na associação animal do arcano Magus, o pássaro Íbis. O Íbis é uma ave que lava o ânus com seu próprio bico sendo então considerada na mitologia como bissexual. Portanto, o mistério do Magus é que ele é andrógino e não escolhe entre seus lados homossexual ou heterossexual mas usa as variações de ambos de acordo com a natureza do trabalho. Estas quatro possibilidades são conhecidas como os elementos tântricos.

Os Elementos Tântricos

Antes examinamos os vários ciclos na Magia Sexual, isto é, as formações O e X e a atribuição das letras gregas a estas operações. Aqui, queremos ir mais longe e esquematizar as quatro ferramentas do mago. Considerando a atribuição, a quinta ferramenta ou elemento é o Akasha e portanto é o próprio mago, que deve ser uma mistura de todas as quatro possibilidades. As quatro possibilidades como esquematizadas são vistas como :

OO – O trabalho Gamma de Magia Heterossexual.
XX – O trabalho Epsilon de Magia Homossexual

Cada uma tem dois potenciais, a plena expressão de sua própria modalidade e os elementos cruzados. A plena expressão inclui Gamma de Gamma (Magia totalmente polarizada como em ritos puramente heterossexuais) e Epsilon de Epsilon (Magia totalmente apolar como em ritos puramente homossexuais). Esta forma de magia puramente apolar é muito volátil e é mais utilizada em trabalhos Qliphóthicos e do Necronomicon.
Entre estes pólos estão dois outros potenciais, conhecidos como “Os Elementos Tântricos Cruzados” e incluem :

OX – O trabalho Gamma usando assunção de formas de deuses como se fosse trabalho Epsilon. (Por exemplo, macho e fêmea assumindo imagens de deuses do mesmo sexo).
XO – O trabalho Epsilon usando formas de deuses como fosse trabalho Gamma. (Por exemplo, dois homens assumindo imagens de deuses de sexos opostos).

Estes elementos misturados são utilizados numa variedade de trabalhos, sendo, conduto, imperativo ao mago entender estes papéis e seus usos.
No mais antigo dos mistérios, o Organismo Estelar (o corpo astral) era atribuído ao deus Set, enquanto que os corpos espirituais eram atribuídos ao deus Hórus. A batalha entre estes deuses acirrou-se e o organismo integral pareceu dividir-se em partidos opostos. Entretanto, a ligação descoberta entre os Deuses das Estrelas e os Deuses do Fogo estava na corrente Lunar ou sexual, que era governada por Thoth (o Íbis). Portanto, a Magia Sexual é o método pelo qual as várias facetas do mago podem ser exploradas, purificadas e integradas para formar uma nova identidade, estimulada pelo impulso da Vontade Verdadeira.

A Base Biológica dos Mistérios

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Wilhelm Reich

As evidências aparecem vindas dos lugares mais estranhos. Wilhelm Reich (1897-1957) era um arquimaterialista e consorte de Sigmund Freud, que gastou a maior parte de sua juventude em estudos de psicanálise e de ciências. Contudo, sua pesquisa mais tardia concentrou-se na descoberta de ‘Bions’, células azuis de energia parafísica que eram libertadas pelo fluxo livre da libido expressa dentro do organismo. Seu trabalho teve empecilhos por parte do governo e das igrejas da época e ele morreu na prisão em 1957 condenado por charlatanismo.
Seu trabalho, porém, é altamente relevante pois dá uma base científica para as antigas teorias tântricas, especificamente as de que as secreções sexuais do organismo, tanto macho quanto fêmea, produzem uma forma especial de energia. Esta forma de energia era conhecida como Kalas no oriente e pode mudar a concentração de acordo com a situação. No não iniciado sexualmente há apenas quatorze kalas, entretanto, naqueles com libido excessiva e orientação do Eu (Self), os décimo quarto, décimo quinto e décimo sexto kalas são despertados e o ciclo total é manifestado. Em corrupções tântricas tardias estes kalas eram tidos fluírem apenas da Shakti ou Sacerdotisa, mas isto não corresponde com os Mistérios originais.
Todos iniciados no Tantra tornam-se “Irmãs da Estrela Prateada”, por assim dizer, e portanto todos iniciados têm os Kalas em atividade. O papel da “Irmã” é balancear as polaridades dentro de si mesma e preencher as condições do Livro da Lei, capítulo dois, verso vinte e quatro. Neste verso lemos sobre os Eremitas, que vivem em camas purpúreas e são acariciados por magnificentes mulheres bestiais com membros compridos e fogo nos olhos. Este verso é uma descrição codificada de uma “Irmã” em transe com os Kalas ativados, isto pode ser igualmente aplicado para ambos os sexos.
As frases-chave aqui são ‘as camas purpúreas’, isto é, iluminadas pela Sahasrara Chakra e ‘Fogo e Luz nos seus olhos’, isto é, elas estão em transe e a plena expressão de su Vontade é expressa através delas. Aqui, entendemos a base biológica da Magia Sexual, o fluxo e refluxo do universo como refletido pelos Aeons acima nas secreções do organismo e do ciclo dos Kalas abaixo.

A Yôga do Sexo

Tantra é a yôga do sexo, não requerendo, entretanto, uso de longas sessões de Asana ou posturas peculiares. Requer, porém, a disciplina do instinto sexual e sua modificação em formas utilizáveis pelo Mago em sua busca por si mesmo (Self). No Tibet, por exemplo, o Tantra é conhecido como “Prayôga” e a primeira coisa que se nota nestes mestres Yogis é sus conduta sexual, o iniciado deve cultivar sua libido e usá-la como outra de suas ferramentas mágikas. Yôga Sexual é uma das mais secretas tradições dos Yogis, mesmo no Gnosticismo era ensinada escondida sob o véu do simbolismo. Por exemplo, na terminologia Gnóstica egípcia, a Tumba era o símbolo do útero e, portanto, no pensamento original Gnóstico percebemos que a morte e ressurreição do Cristos, era, em certo nível, um mito sexual. Este mito reflete a destruição do eu inferior (ego) e a afirmação do Eu Mais Interno através do uso de Magia Sexual. É interessante notar que no livro ‘A Morte de Cristo’ de Wilhelm Reich, uma interpretação biológica similar do mito de Cristão é oferecida.
Em tempos mais recentes, a pesquisa de John Allegro (autor de “The Sacred Mushroom and The Cross”, “The Dead Sea Scrolls”, “End of The Road, etc.) foi um passo adiante e descobriu que o termo ‘Christós’ realmente referia-se ao sêmen sagrado, outra sugestão velada referindo-se aos Mistérios Sexuais Gnósticos. A Yôga do Sexo ou Magia Sexual é uma parte importante da Vontade para se fortalecer, pois oferece ao mago controle das partes instintivas de sua natureza e estas, sem dúvida, têm a chave para muito mais poder. O sexo, nos trabalhos de muitos psicólogos modernos é a conduta humana suprema, embora possamos não aceitar esta afirmação, sabemos que realizá-lo corretamente abre uma porta para um imensurável poder pessoal.

Os Chakras

O orgasmo pode ocorrer em qualquer um dos seis chakras inferiores, mas se ocorre no sétimo, então todos os chakras serão ativados através de meios sexuais, a serpente sendo levantada dos centros mais baixos (através de libido controlada) e no final resulta a união da serpente com a pomba do Sahasrara Chakra. A energia que é levantada através dos chakras é conhecida como Ojas e é absorvida dos fluidos sexuais e redirecionada para a coluna vertebral no orgasmo, sendo secretada no sêmen a energia não absorvida.
O uso de feitiçaria sexual como parte do desenvolvimento da Kundalini é um aspecto importante dos ensinamentos tântricos (corresponde-se com Delta). Dá ao mago controle sobre seu organismo e habilidade para controlar o largo espectro de estados de consciência. Como pode ser rapidamente deduzido, os sete estados de consciência podem ser relacionados aos sete chakras e portanto ao uso correto do corpo, experimentar estados alterados de consciência é possível e necessário como parte do processo de desenvolvimento.

A Luxúria e o Novo Aeon : Arcanos do Tarot

Nas chaves da Luxúria e do Novo Aeon nós temos dois segredos da Magia Sexual, outros Arcanos Tântricos do Tarot incluem ‘A Torre’ e ‘O Enforcado’. Na fórmula da Luxúria temos Babalon cavalgando a Besta (o Eu cavalgando o corpo) que tem sete cabeças (os chakras) e está tocando o ventre de Nuit. Por trás de Babalon a serpente ergue-se sugerindo o uso correto da energia sexual para ativar os chakras e estimular os estados intuitivos de consciência simbolizados por Babalon em seu aspecto Saturnino. Babalon é claramente a representação de Nuit nos mundos inferiores, o lado feminino do Eu (Self).
Acima da representação de Nuit estão dez serpentes projetadas, as sephiroth da Árvore da Vida movendo-se em plena atividade através da conjunção da Besta e de Babalon. O número desta carta é onze pelo arcano e portanto refere-se à magia em ação; pela atribuição hebraica é Teth ou nove, a serpente. Juntos, estes números tornam-se vinte, as cartas do novo aeon para o qual é a chave.
No arcano do novo aeon temos Nuit, seu corpo arqueado por amor, algo como o Graal, vertendo os Kalas para os Magos da Noite. Em seu ventre está o trono real de Hadit, o poder do Eu (Self). A união de Hadit e Babalon produz a criança conquistadora, Hórus, que é o senhor do aeon representado na frente da carta. Ele representa os vários ‘eus espirituais’ do humano fluindo pelos Aeons, fortalecidos e individualizados pela Vontade, simbolizado por Hadit. Para este arcano é atribuída a letra Shin, o fogo secreto, o fogo da luxúria divina, cuja natureza forja o Eu na glória de Nu.

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Kenneth Grant e a O.T.O. Tifoniana

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Kenneth Grant desenhado por Austin Osman Spare

© Por Peter König, 1991
Editado e com anotações por James M. Martin

Eu passo a acreditar que Kenneth Grant, Cabeça Externa da Ordem assim chamada “O.T.O. Tifoniana”, tem mais autoridade do que qualquer um que clame por isto. Na ordem de demonstrar a verdade dessa asserção, devo prover você, o leitor, com uma pequena lição de história, que segue, expondo em uma ordem mais ou menos cronológica. Nossa história começa em 1942, 14 de Março para ser exato, quando Crowley escreveu para Karl Germer: “Devo apontar você o meu sucessor como O.H.O. mas sob termos especiais. Está completamente claro para mim que uma completa mudança na estrutura da ordem, e em seus métodos é necessária. O Segredo é a base, e você deve selecionar a pessoa exata.” (1*) Crowley chamou Kenneth Grant “uma clara doação dos Deuses” e sobre o escrito em seu diário em Feb de 1945: “Valor de Grant: se eu morrer ou for para os Estados Unidos, deve ser um homem treinado para tomar conta da O.T.O. Inglesa.”

De onde a autoridade de Crowley deriva?

Em Abril de 1912, ele foi patenteado Grão-Mestre (X°). Até 1914 e a eclosão da Guerra, somente duas lojas estavam operativas no Reino Unido: uma por Crowley e a outra encabeçada por G.M. Cowie que, como um L. Ron Hubbard, mais tarde escapou com o tesouro da Ordem. Não havia dúvida, então, que Crowley permaneceu como suprema autoridade sobre a O.T.O. na Inglaterra pelas próximas décadas (embora ele tenha sido expulso da O.T.O. por Theodor Reuss em 1921). Por volta de 1945, Gerald Gardner, “nosso amado Scire” o líder de muitos bruxos Britânicos, alegadamente foi patenteado “para constituir um campo da Ordo Templi Orientis, no grau de Minerval”, cujo documento foi aparentemente assinado por Crowley. (2*) Gardner, contudo, nunca encontrou tempo para dirigir o campo, e é dito que somente isto levou a decisão de Gardner em permitir a Grant trabalhar os três primeiros graus.

Em Julho de 1951, Karl Germer escreveu para Frederic Mellinger, dizendo: “Se Metzger tivesse acesso a todos os trabalhos de A.C. na forma que Grant teve, eu tinha me inclinado a vê-lo [como] um caso paralelo. Todavia – como Grant – parece haver falta de dinheiro.” (3*) Em 18 de Janeiro de 1952, Germer escreveu a Grant, “se quisermos obter a O.T.O. devidamente de volta, nós necessitamos de um líder competente, não somente para Inglaterra, mas para o mun do todo. Deve ser alguém que conheça a coisa por dentro… eu tenho freqüentemente pensado que você poderia ser escolhido para o trabalho.”

O próprio Germer recusou a aceitar as obrigações do O.H.O. desde que ele acreditava que a O.T.O. de Reuss tinha mais autoridade do que a O.T.O. de Crowley (Quando o “o fundador espiritual” da ordem, morreu em 1905, Carl Kellner, um próspero industrial Alemão e Maçom, morreu em 1905, Theodor Reuss assumiu a liderança. Sua concessão de autoridade para Crowley foi limitada a encabeçar uma subsidiária da O.T.O. chama da Mysteria Mystica Maxima.)

Nos anos 50, Grant estabeleceu contato com a ordem Alemã da Fraternitas Saturni. Esses eram Thelemitas que trabalhavam de acordo com princípios estritamente Maçônicos. Grant, em 1955, anunciou em um manifesto sua descoberta de uma “corrente” Sírius/Set, e, em Abril daquele ano, fundou a Loja Nova Ísis em Londres. Na página 6 do documento, ele nomeou Eugen Grosche, um antigo adversário de Germer, como um associado. Isto enfureceu Germer, que tomou “violenta objeção” a recomendação. (4*)

Grosche exacerbou a situação pela publicação, em sua própria revista Alemã, uma breve versão do manifesto de Grant. Isto irritou Germer, que, em 20 de Julho de 1955, ele redigiu uma “Nota de expulsão” que excomungou Grant, e proibiu Grosche de publicar quaisquer dos escritos de Crowley. Na Inglaterra, um certo Noël Fitzgerald foi apontado como “representante pessoal” em assuntos da O.T.O. para Grã-Bretanha. (5*)

Durante todo esse tempo, um rival a autoridade de Germer dirigia com muito êxito a “O.T.O.” na Suíça: Hermann J. Metzger, que parece ter sido um espinho no ponto de vista de qualquer O.T.O.. Ele tinha uma reputação para espírito litigioso que rivalizava ao de Marcelo Ramos Motta, mas Grant aparentemente conseguiu entender-se com ele. Grant disse-me que durante os anos 50 ele tinha “uma correspondência agradável com Herr Metzger.”(6*)

Um dos dois executores literários de Crowley, John Symonds, escreveu a Gerald Yorke em Setembro de 1969, que ele apoiou totalmente a reivindicação de Grant em ser O.H.O. (Isso não foi provavelmente uma surpresa: os dois homens tinham colaborado na edição e anotação de diversos trabalhos de Crowley, incluindo uma edição da “autohagiografia” e Magick, este último é considerado como obra-mestra de Crowley.) Motta, em Outubro do mesmo ano, ignorante da carta de expulsão de Germer, expressou disposição a reconhecer Grant como O.H.O.. (7*)

Assim mais recentemente em 1976, os membros de Grant escreveram na revista deles – Sothis que “Karl J. Germer, tendo ele mesmo provado cego para a implicação da carta de Crowley à ele, fracassou em entender e aceitar quando – logo após a morte de Crowley – Grant submeteu seus planos para mudança… continuou a lembrar àqueles que mantém o conceito do velho-æon da O.T.O. (8*) que eles não produziram – nem podem jamais produzir – a insignificante evidência de uma corrente criativa em quaisquer de suas formas.”

Não deveria ser esquecido que a corrente “Califado” (que significa o cabeça da Loja Agape Californiana, embora esse termo em parte alguma é explicado exatamente), outrora foi inteirado os escritos de Grant via os publicadores Canadenses de suas revistas, ou que Michael Bertiaux, líder da Ordo Templi Orientis Antiqua, deixou em conhecimento que “eu sabia que K. Grant era o O.H.O.” (9*).

Grant tem o mesmo direito quanto qualquer um em reivindicar a si próprio o O.H.O.. Germer não o tinha expulsado, isso seria simplesmente destituído de possibilidade, e como se diz, ele é o único reclamante pessoalmente expulso por um predecessor. Em um nível de criatividade, Grant, explorando as idéias da F.S., Frater Achad, e M.P. Bertiaux, é definitivamente um dos cabeças espirituais da O.T.O..

Isto seria explicado como um cabeça nacional, ou X° é ambos eleito ou apontado. Sob Reuss existia um juramento, um tipo de ritual da Maçonaria Livre, com senhas, apertos de mãos, e sinais, e mesmo um selo mágico, portando um apontamento de um X°. Uma questão surge: Foi mesmo Grant apontado cabeça, ou X° ou o mais alto renque de um membro em um país automaticamente se tornado X°? Por este tópico, se a expulsão de Grant por Germer, desligou o primeiro de uma pretensão a ser X°, o misterioso Noël Fitzgerald assumiu aquela direção em algum ponto?

Kenneth Grant to John Symonds — 9 March 1966 – Ordo Templi Orientis

Anotações por James M. Martin

König adiciona: “De fato, existe uma versão ampliada/revisada do sistema da O.T.O. por Crowley no Instituto Warburg em Londres.” Nesse ínterim, como fac-símile em König: “How to make your own O.T.O.”
Existe razão para acreditar que Gardner falsificou essa Patente, como comparação dos manuscritos expostos de Gardner e de Crowley.
Em uma carta a Martin, datada de 23 de Dezembro de 1989, Grant falou de uma espécie de “por conta das mãos” na qual Crowley passou o governo a ele, em 1945, dando-o um retrato de “Lam” como um selo de autoridade.
Carta a König, datada de 11 de Agosto de 1987.
Tais cartas de apontamento eram o equivalente oculto de um poder de procuração. A inquietação de Germer foi mostrada na adição das palavras “válido até revogar”.
Carta a König, datada de 11 de Agosto de 1987.
Algumas suspeitas de um motivo posterior por parte de Motta: Grant tinha ilimitado acesso a uma riqueza de correspondências não publicadas de Crowley e a incunábulos [*] na pessoa de John Symonds, materiais que a O.T.O. do “Califado” foi incapaz de procurar. Motta pode ter desejado efetuar um contrato de uma publicação Americana com Symonds. É difícil para um publicador Americano acionar um na Inglaterra.
Fra. Achad, e, depois, Andahadna (agora Nema) estabeleceu um Æon de Hórus e Ma’at, disse ser uma “dupla corrente.” Grant está escrevendo extensivamente sobre isto.
Carta a König.

O “Califa” Willian Breeze sobre a O.T.O. de Kenneth Grant e a relação ao “Califado” : O “califado” da O.T.O. é um mito. Segunda a justa leitura das “cartas do califado” de Crowley à McMurtry apresentará, McMurtry foi o segundo Califa, e Germer o primeiro… Uma irônica verdade é que Grant, até sua expulsão em 1955, era um membro de boa-fé da O.T.O. do “califado” – sob Germer.” [em Abrasax IV; 4, Texas 1992, 41]

[*] Nota do Tradutor – Livro impresso nos primeiros anos da arte de imprimir, até 1500.

Apêndice de Março de 2000
Datas Chaves próprias de Kenneth Grant

1904 – Aiwass comunica o Livro da Lei ao Crowley no Cairo.
1914 – Primeira Guerra Mundial.
1915 – Crowley obtém o Grau de Magus; primeiro registro dos Outer Ones de Yuggoth
conforme citado no Wilgus em seu livro ‘The Illuminoids’.
1924 – Crowley clama o Grau de Ipssissimus. Grant nasce.
1926 – Achad recebe a Palavra do Æon (ALLALA – 93).
‘The Call of Cthulhu’ por H.P. Lovecraft.
1939 – Segunda Guerra Mundial. Primeira transmissão de S’lba recebida por Grant.
1943 – Grant ‘recebe’ The Chronicles of Kr[alnia].
1944 – Grant conhece Crowley.
1945 – Explosão Atômica. John W. Parsons conhece L. Ronald Hubbard.
1946 – John Parsons em ‘Babalon Working’ incorporando em forma quase humana do
espírito de Babalon, que motivou Parsons a anunciar a transmissão de um quarto capítulo do Liber AL de Crowley.
Grant iniciou-se dentro da A.ֹ.A.ֹ. (Argentum Astrum, Silver Star, Anuttara Ammaya). O IX° de Grant é confirmado.
1947 – Crowley morre. Início da Era UFO.
1948 – Achad anuncia o Æon de MA–ION (Maat). Grant é reconhecido como IX° por Karl Germer. Grant trava conhecimento com Austin Osman Spare.
1952 – Spare e Grant fundam o Zos Kia Cultus.
1954 – Inaugurada a Loja Nova Ísis, não se tornando operacional até,
1955 – Grant assume o O.H.O. depois da então chamada ‘expulsão’ por Germer.
1962 – Loja Nova Ísis concluída e reabsorvida dentro da O.T.O. Germer morre.
1969 – Publicação do ‘Confessions’ de Crowley, co-editado com John Symonds. Início do renascer mundial Thelêmico.
1972 – Primeiro Volume dos livros publicados de Grant.
1974 – Liber Pennæ Prænumbra recebido por Soror Nema.

A O.T.O. TIFONIANA funciona como uma rede cósmica que não opera através de lojas fundadas no plano terrestre, porque seus membros não estão — em um sentido mágicko — centrados sobre a Terra. Suas zonas de atividade oculta estão localizadas nos espaços os quais incluem e transcendem simultaneamente níveis astrais de consciência. A O.T.O. Tifoniana não é, portanto, uma incorporação num sentido mundano — esta é controlada por contatos dos planos interiores focados hoje através de um punhado de correntes individuais canalizadas fora dos círculos do tempo e espaço. Referente a Thelema a O.T.O. Tifoniana é considerada ser a Máquina, enquanto a A.·. A.·. é a Operadora.

Não existe comparação com outras versões da O.T.O., essencialmente porque não existe rituais ou cerimônias de iniciação em qualquer estrutura de grau. As bases de iniciação é a assimilação do direto trabalho mágico e místico. Isto se aplica que toda iniciação é em efeito auto-iniciação. Existe uma pequena importância de determinar um trabalho de grau na O.T.O. Tifoniana. Contudo, a ênfase está sobre o mapeamento do iniciado em seu próprio método. Existe é claro a experiência de outros a puxá-lo.

Leia sobre Plano 93 do Espaço Exterior
Isto é um esboço do Alemão “Das OTO-Phaenomen” (1994) e o Inglês “O.T.O. Rituals and Sexmagick” (1999)

© Tradução de Cláudio Carvalho – 2003, from Sociedade Lamatronika
Original: Kenneth Grant and the Typhonian O.T.O
КЕННЕТ ГРАНТ И ТИФОНИАНСКИЙ ОРДЕН ХРАМА ВОСТОКА

https://www.parareligion.ch/k_grant_p.htm

Os Manifestos Rosa-Cruz

Fama Fraternitatis

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O Fama Fraternitatis, promulgado em 1614 fala de uma fraternidade secreta fundada dois séculos antes e convidava “todos os intelectuais e governantes da Europa” a favorecer abertamente sua causa, e eventualmente candidatar-se a entrar na fraternidade na qual, no entanto, somente almas escolhidas seriam admitidas.

O “Fama” consiste de três seções. A primeira delas examina de modo crítico e, em parte, satírico as condições sociais e espirituais da época. Ele fornece numerosas sugestões para resolver todos os problemas referentes à religião, à arte e à ciência. O documento afirma que a redenção só pode ocorrer através de uma religião voltada para o coração e o ardor místico. A segunda parte dirige críticas à alquimia, atividade “ateísta e maldita” que procura transformar em ouro os metais não-preciosos. A terceira seção contém a biografia de um personagem mítico chamado Christian Rosenkreutz (que no texto é identificado como apenas C.R.).

Confessio Fraternitatis

Confessio-208x300O Confessio Fraternitatis Rosae Crucis ou “Profissão de Fé da Fraternidade da Rosa-Cruz”, escrito em Latim em 1615, é uma apelo aos sábios da Cristandade, a fim de que se dêem a conhecer, e se unam numa obra comum, para reformar a Sociedade e estabelecer a Pax Profunda, aquela dos Estados e dos corações. Nele é feita a defesa da Fraternidade contra as vozes que se levantavam da sociedade colocando em causa a autenticidade e os reais motivos da Ordem Rosacruz. O enigma da criação do mundo é discutido no Confessio. Esse manisfesto segue as mesmas linhas gerais do Fama Fraternitatis. O Confessio oferecia alguns detalhes a mais de como se tornar membro da Fraternidade Rosacruciana e condenava aqueles que não aceitavam suas verdades. Nesse documento, o Papa é chamado de serpente e Anticristo. Também aprendemos aqui que a fraternidade usa um código secreto, atribui grande importância à astrologia e rejeita a concepção ptolomaica do Universo – Para a qual a Terra é o centro do sistema solar. É a essa altura que o nome completo de C.R. é revelado.A parte mais interessante do Confessio é a seção que descreve sinais astronômicos (duas novas estrelas) que apareceram no céu no mesmo ano que a tumba de Christian Rosenkreutz foi descoberta. O autor do Confessio interpretou esses sinais como anúncios de uma nova era espiritual.

As Núpcias Alquímicas de Cristian Rosenkreutz

valentin_hochzeit_1616_0005_800pxO terceiro documento Rosacruz de 1616 é provavelmente hoje o mais conhecido, foi publicado em Kassel e na cidade francesa de Estrasburgo, era o maior entre todos estes até aqui apresentados, tendo sido escrito em forma de um romance no estilo barroco. “As Bodas Alquímicas de Cristian Rosenkreutz” narrava, de forma alegórica (alquímica) e com múltiplos sentidos, um episódio iniciático na vida do fundador da Fraternidade. Nele, o narrador, supostamente o próprio Christian Rosenkreutz, descreve sua experiência como convidado (não como noivo, como sugere o título) no casamento de um rei e uma rainha que moravam em um castelo maravilhoso. Durante esse episódio, o eremita passou por uma experiência de iluminação mística que durou sete dias, ocorrida quando ele tinha 81 anos de idade, sendo submetido a sucessivas revelações e testes, que vieram a constituir as bases de sua experiência espiritual.

Vale lembrar que, quando do aparecimento público desses três manifestos, sua autoria não era conhecida. Apenas alguns anos depois – como veremos mais à frente – é que apareceria um suposto autor para o terceiro dos manifestos.

A Epopéia Rosa-Cruz